Gianni Infantino e Donald Trump: nova parceria busca investidores privados para a Copa do Mundo e provoca reações da Uefa sobre transparência

A relação entre Gianni Infantino, presidente da FIFA, e Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, tem se fortalecido em meio a polêmicas que marcam a preparação para a Copa do Mundo de 2026. Recentemente, novas revelações surgiram sobre um potencial movimento que pode alterar significativamente a dinâmica das competições organizadas pela FIFA. Fontes indicam que Infantino está considerando vender participações comerciais da Copa do Mundo a um conglomerado de investidores privados, que inclui Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro e ex-conselheiro de Trump.

Segundo informações, a proposta envolve a criação de uma empresa dedicada à gestão dos direitos comerciais da Copa do Mundo e da Copa do Mundo de Clubes, com o intuito de aumentar as receitas da entidade e atrair capital privado para suas competições mais relevantes. É um movimento que pode não apenas impulsionar financeiramente a FIFA, mas também transformar a forma como a entidade lida com suas finanças e sua estratégia comercial.

Joshua Kushner surge como um possível líder desse grupo de investidores, evidenciando o estreitamento dos laços entre Infantino e o círculo próximo a Trump. Durante o Mundial de 2026, a relação foi visivelmente fortalecida, com o dirigente da FIFA frequentemente associado ao presidente americano. Essa aproximação tem levantado questões sobre a governança da entidade e o futuro de Infantino após o término de seu mandato.

A influência que essas negociações podem ter na reeleição de Infantino em 2027 é notável; há a expectativa de que ele possa assumir o controle da nova empresa após deixar a presidência da FIFA em 2031. Em um comunicado recente, a FIFA destacou que essa empresa poderia injectar imediatamente US$ 20 milhões para cada uma das 211 associações nacionais, ampliando as receitas a longo prazo.

Contudo, a proposta não foi bem recebida pela UEFA, que expressou preocupação com o nível de transparência e a gestão dos ativos do futebol, afirmando que a essência e a governança do esporte não devem ser vistas como mercadorias a serem negociadas. A UEFA advertiu que esse tipo de iniciativa pode ultrapassar limites que não deveriam ser cruzados, e questionou a ética de essa venda ser realizada sem clareza sobre os beneficiários dos resultados financeiros.

Essa situação pode se transformar em um dos mais significativos reconfigurações na estrutura comercial da Copa do Mundo, alertando para uma nova era na participação de investidores privados em eventos que têm profunda ligação com o sentimento dos torcedores e a história do futebol mundial. O futuro imediato da FIFA e de suas competições pode muito bem depender das próximas decisões relacionadas a essa proposta controversa.

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