Desde sua aprovação pela Câmara dos Deputados em 27 de maio, a PEC aguarda ansiosamente a análise do Senado. Contudo, até o presente momento, não houve movimentação oficial para designar um relator ou encaminhar a proposta às comissões competentes. Os manifestantes exigem uma tramitação mais ágil e significativa, uma vez que a mudança na jornada de trabalho passaria a estabelecer uma carga de 40 horas semanais, com dois dias de descanso, beneficiando especialmente as mulheres, que frequentemente lidam com a chamada dupla jornada.
Mauricio Forte, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Mogi das Cruzes, reforçou a importância da mobilização e destacou que o fim dessa jornada de trabalho desgastante traria melhorias significativas para a vida das mulheres, aliviando sua carga na rotina doméstica e profissional. O apelo emocional da manifestação também ecoou nas palavras de Fátima dos Santos, funcionária da rede estadual de São Paulo. Ela expressou sua preocupação em relação à tramitação no Senado, apontando pressões de grupos empresariais que visam adiar as discussões sobre a PEC.
Na véspera da manifestação, o Senado agendou uma sessão para debater os impactos sociais e econômicos da nova jornada de trabalho, marcada pela presença de representantes sindicais. Alcolumbre, presidente da Casa, se comprometeu em dialogar com os manifestantes, demonstrando que o descontentamento popular está sendo ouvido, ainda que com ceticismo por parte dos trabalhadores.
A mobilização é vista como um passo vital na luta pela dignidade no trabalho e pela melhoria das condições de vida dos trabalhadores. A expectativa é que, com o aumento da pressão pública, a proposta avance rapidamente e que a luta da classe trabalhadora não seja em vão, propiciando um futuro mais equilibrado e humanizado.





