Trabalhadores da CASAL Planejam Protesto em Caminhada Até o Palácio do Governo para Denunciar Sucateamento e Demandar Negociações Justas

Os trabalhadores da Companhia de Saneamento de Alagoas (CASAL) estão cansados de inação nas negociações com a diretoria e decidiram intensificar suas mobilizações. Para expressar sua insatisfação, a categoria realizará uma caminhada de protesto em direção ao Palácio do Governo no próximo dia 29 de julho. O evento está programado para começar às 08h, com concentração na sede da empresa, localizada no Centro de Maceió. Trabalhadores de diversas unidades da CASAL, tanto do interior quanto da capital, devem se reunir e marchar coletivamente em busca de melhores condições de trabalho.

A organização dessa mobilização vem após um mês de paralisações pontuais, que foram realizadas nas quartas-feiras, mas que não resultaram em uma abertura significativa para diálogo por parte da diretoria da CASAL. O foco desta manifestação é levar diretamente ao conhecimento do governador a situação crítica enfrentada pelos trabalhadores e solicitar uma intervenção do governo estadual para resolver o impasse.

Os manifestantes pretendem denunciar o processo de sucateamento pelo qual a companhia tem passado. Eles argumentam que o desmonte gradual da estrutura da CASAL não só prejudica a eficiência da empresa pública, como também contribui para a justificativa da privatização total do sistema. Essa privatização já foi observada em outras partes de Alagoas, onde empresas privadas assumiram a distribuição de água, resultando em tarifas elevadas e serviços de qualidade inferior, o que afeta principalmente as camadas mais vulneráveis da população.

Os trabalhadores também destacam uma contradição na atual administração da empresa, evidenciada pela diferença no tratamento entre a alta cúpula e os operacionais. Enquanto os líderes da companhia garantiram reajustes salariais para si mesmos, os operários, que são essenciais para a manutenção dos serviços diários, permanecem sem propostas dignas de compensação.

O Sindicato dos trabalhadores espera que, por meio de sua mobilização, o Governo do Estado interceda, buscando não apenas interromper o processo de sucateamento da CASAL, mas também garantir que a água, um recurso fundamental para a vida, não seja vista como uma mercadoria. O objetivo final é alcançar um Acordo Coletivo que valorize adequadamente os trabalhadores e assegure um serviço de qualidade para a população.

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