A organização dessa mobilização vem após um mês de paralisações pontuais, que foram realizadas nas quartas-feiras, mas que não resultaram em uma abertura significativa para diálogo por parte da diretoria da CASAL. O foco desta manifestação é levar diretamente ao conhecimento do governador a situação crítica enfrentada pelos trabalhadores e solicitar uma intervenção do governo estadual para resolver o impasse.
Os manifestantes pretendem denunciar o processo de sucateamento pelo qual a companhia tem passado. Eles argumentam que o desmonte gradual da estrutura da CASAL não só prejudica a eficiência da empresa pública, como também contribui para a justificativa da privatização total do sistema. Essa privatização já foi observada em outras partes de Alagoas, onde empresas privadas assumiram a distribuição de água, resultando em tarifas elevadas e serviços de qualidade inferior, o que afeta principalmente as camadas mais vulneráveis da população.
Os trabalhadores também destacam uma contradição na atual administração da empresa, evidenciada pela diferença no tratamento entre a alta cúpula e os operacionais. Enquanto os líderes da companhia garantiram reajustes salariais para si mesmos, os operários, que são essenciais para a manutenção dos serviços diários, permanecem sem propostas dignas de compensação.
O Sindicato dos trabalhadores espera que, por meio de sua mobilização, o Governo do Estado interceda, buscando não apenas interromper o processo de sucateamento da CASAL, mas também garantir que a água, um recurso fundamental para a vida, não seja vista como uma mercadoria. O objetivo final é alcançar um Acordo Coletivo que valorize adequadamente os trabalhadores e assegure um serviço de qualidade para a população.
