O ex-governador, que foi eleito e reeleito por meio do sistema de votação atual, manifestou sua confiança nas urnas eletrônicas. Sua defesa da confiabilidade do sistema surge em um contexto de crescente debate sobre a integridade das eleições no Brasil. Recentemente, o senador Flávio Bolsonaro, também pré-candidato à presidência, criticou o sistema de votação, levantando questões sobre sua confiabilidade.
Em um evento em Brasília, Flávio Bolsonaro pediu a embaixadores estrangeiros que enviassem observadores para as eleições brasileiras e fez afirmações infundadas em relação às urnas eletrônicas, atribuindo manipulações a máquinas utilizadas no Brasil, associando-as a um suposto escândalo envolvendo a eleição venezuelana de 2010. Ele mencionou uma denúncia de que a empresa Smartmatic, de origem venezuelana, estaria envolvida em manipulações de votação naquele país, implicando que as máquinas brasileiras teriam a mesma origem.
No entanto, é importante destacar que essa informação foi desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que já havia esclarecido em 2020 que não utiliza equipamentos da Smartmatic em seu sistema eleitoral. A polêmica em torno do sistema de votação à medida que a eleição se aproxima reflete um panorama político intensamente polarizado, onde a desinformação e a desconfiança sobre as instituições têm ganhado destaque. A proposta de Zema, portanto, surge como uma tentativa de construir pontes e oferecer garantias a eleitores que desejam mais transparência nas eleições.
