Torneio nos EUA erra hino, lembra Alemanha nazista e leva tenistas às lágrimas

Torneio nos EUA erra hino, lembra Alemanha nazista e leva tenistas às lágrimas

O sábado de quartas de final da Fed Cup, nos Estados Unidos, foi um dia triste para a alemã Andrea Petkovic, e não apenas pela derrota para a norte-americana Alison Riske. Na cerimônia de abertura da competição, a atleta teve de se apresentar com uma versão antiga do hino da Alemanha, que remete à época e ao contexto da Segunda Guerra Mundial.

“Isso foi o ápice da ignorância, e eu nunca me senti tão desrespeitada em toda a minha vida. Disputo a Fed Cup há 13 anos e esta é a pior coisa que já aconteceu comigo”, disse Petkovic. Nascida na Bósnia, a tenista admitiu que pensou em deixar a quadra enquanto o hino continuava a tocar. “Foi uma absoluta insolência, da pior espécie. Estamos em 2017, isso nunca deveria acontecer na América”, continuou.

Minutos antes do início da partida, em Maui, no Havaí, uma solista norte-americana cantou a música, considerada extremamente nacionalista e com referências à supremacia alemã. A versão é altamente rechaçada na Alemanha, por conta dos fortes vínculos com a era nazista, e somente uma parte da antiga letra ainda é utilizada.

Barbara Rittner, técnica da equipe alemã, afirmou ter ficado horrorizada com o acontecimento. “Isto é um verdadeiro escândalo, não há desculpas. O que aconteceu aqui nos afeta profundamente”, disse.

Após a partida, com vitória para Riske, por 2 sets a 0, com parciais de 7-6 (10) e 6-2, a Associação de Tênis dos Estados Unidos (USTA) respondeu ao grave erro por meio de um comunicado oficial.

“A USTA pede suas mais sinceras desculpas ao time alemão da Fed Cup e a todos os torcedores pela performance de um hino nacional desatualizado antes da competição deste sábado. Não tivemos a intenção de desrespeita-los em nenhum momento. Este erro não acontecerá novamente, e o hino correto será tocado no restante desta rodada”, disse a nota.

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Jule Goerges, compatriota de Petkovic, também se irritou e não conseguiu conter as lágrimas após o incidente. “Jule (Goerges) chorou muito. Eu tinha lágrimas nos olhos  e estava muito irritada. O pior é que isso afeta a nós, não aos americanos”, finalizou a atleta.

Segue na competição quem vencer três das cinco partidas. O vencedor – Alemanha ou Estados Unidos – encara a atual campeã, República Tcheca, ou a Espanha.

msn

12/02/2017

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