Com 43 anos, Bruno Loureiro é acusado de liderar atividades criminosas na comunidade, que fica entre os bairros de Guadalupe e Deodoro. Entre as crimes que lhe são atribuídos está a brutal execução de uma jovem em agosto do ano passado, que foi assassinada após recusar um convite para sair com um traficante em um baile funk na localidade de Senador Camará. A jovem, identificada como Sther, foi agredida e torturada por criminosos que a retiraram à força do evento. Seu corpo foi encontrado mais tarde na porta de sua casa na Vila Aliança, já sem sinais vitais.
O caso repercutiu fortemente nas redes sociais, com a família de Sther relatando que a jovem não tinha envolvimento com atividades criminosas e era uma estudante que estava prestes a obter a carteira de habilitação e sonhava em constituir uma família. A irmã de Sther expressou sua dor e indignação na internet, ressaltando que havia ajudado a irmã a se preparar para o baile apenas algumas horas antes do crime.
Além disso, Bruno Loureiro é investigado em relação ao mandado de uma execução que resultou na morte de outra mulher, atraída para fora do Complexo da Penha e assassinada no Recreio dos Bandeirantes. A investigação revelou que Michael Johnny Vianna de Azevedo, ex-assessor do deputado estadual Val Ceasa, estaria ligado a esse crime, tendo realizado transferências bancárias relacionadas à execução. Ele foi indiciado por sequestro, homicídio e ocultação de cadáver.
Loureiro, por sua vez, acumula uma longa lista de anotações criminais, incluindo homicídio, tráfico de drogas e associação criminosa. A 39ª DP (Pavuna) registrou a ocorrência, e a segurança na área do Hospital Ronaldo Gazolla continua reforçada após a prisão de Loureiro. As operações continuam em busca de mais informações sobre a atuação do TCP e seus principais responsáveis.





