Os números são alarmantes. Até agora, cerca de 300 vidas foram perdidas, com mais de 3.900 feridos e aproximadamente 14.400 residências completamente destruídas. Além disso, mais de 81.500 pessoas foram impactadas direta ou indiretamente pelo desastre. O balanço foi apresentado pela Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres (UNGRD), que está no centro da resposta governamental à crise.
De la Espriella, ainda sem experiência em gestão pública, enfrentou o desafio de nomear um novo diretor para o órgão responsável por lidar com desastres naturais em meio ao caos. Sua administração tomou decisões controversas relacionadas à ajuda humanitária, optando por aceitar apoio exclusivamente de equipes de emergência de países como Israel, El Salvador, Estados Unidos e Equador, enquanto rejeitou ofertas de assistência de nações vizinhas, como México e Brasil.
Essa postura, segundo especialistas, marca uma mudança drástica na política externa colombiana, refletindo um afastamento das iniciativas de seu antecessor, Gustavo Petro. É importante lembrar que Petro havia rompido relações diplomáticas com Israel devido a tensões no Oriente Médio. Para o pesquisador Matheus Petrelli, do Observatório Político Sul-Americano (OPSA), a resposta do governo de De la Espriella à tragédia expôs falhas significativas na organização institucional do país, um sinal claro dos desdobramentos do processo de transição conturbada que se seguiu após a saída de Petro. Análises destacam que as tensões entre os dois ex-presidentes podem ter contribuído para um ambiente governamental fragmentado durante a crise, complicando ainda mais as operações de socorro. A gravidade da situação, marcada pela necessidade urgente de um suporte eficaz e coordenado, levanta questões sobre a capacidade do novo governo em lidar com desastres de tal magnitude.
