Recentemente, Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, delineou um plano de três fases para lidar com a situação venezuelana. O primeiro passo envolve a estabilização do país, que inclui a extração de 30 a 50 milhões de barris de petróleo para venda a preço de mercado. A segunda fase visa garantir o acesso dos EUA e de outras nações ao mercado petrolífero venezuelano, enquanto a terceira etapa seria dedicada à transição política para um novo governo. Esse plano evidencia a prioridade norte-americana em explorar os recursos energéticos da Venezuela.
No entanto, a antropóloga Rosa Di Falco, especialista em questões geopolíticas, aponta que as agendas dos EUA e da Venezuela são profundamente antagônicas. Embora haja um interesse comercial mútuo no petróleo, a retórica de expropriação e agressão não facilita um diálogo aberto. A Venezuela, conforme argumenta Di Falco, sempre respeitou seus compromissos comerciais, incluindo negociações com os EUA, mas a complexidade do mercado petrolífero torna difícil uma resolução unilateral por parte de Washington.
Adriana Castaño, advogada internacional, criticou as ações dos EUA como uma nova versão da Doutrina Monroe, expressando preocupação com a falta de respeito ao direito internacional. Ambas as analistas concordam que, apesar das tensões atuais, as alianças multipolares da Venezuela, herdadas de Hugo Chávez, continuam a se fortalecer, com a diplomacia bolivariana abrangendo aspectos diversos como cultural e tecnológica.
Enquanto isso, a oposição na Venezuela enfrenta um momento de redefinição, com vozes dissidentes que não se alinham somente com as facções tradicionais. A mobilização popular e a resistência ao intervencionismo são palpáveis, com cidadãos saindo às ruas para exigir a libertação de líderes políticos detidos. Nesse contexto, a disputa pela soberania e a crescente complexidade do cenário geopolítico garantem que os desafios da Venezuela não estão perto de uma resolução, refletindo uma batalha que transcende as fronteiras locais e se insere em um contexto global de grandes mudanças.







