Durante a atividade, o técnico orientou os jogadores a cumprimentarem uns aos outros antes de iniciaram uma simulação de partida. No entanto, um episódio específico marcou o treinamento: o zagueiro ucraniano Ilya Zabarnyi, recém-contratado do Bournemouth, evitou cumprimentar o goleiro russo Matvey Safonov. O gesto, amplamente disseminado nas redes sociais, gerou alvoroço e levantou questões sobre o ambiente no vestiário.
A relação entre Zabarnyi e Safonov, que já atuaram juntos em 13 partidas nesta temporada, sendo uma na Champions League e 12 no Campeonato Francês, é tensa. O pano de fundo dessa situação é o conflito armado que ocorre entre Rússia e Ucrânia. De acordo com Denys Boyko, ex-goleiro ucraniano que se aposentou em 2025, Zabarnyi havia expressado o desejo de que Safonov não fosse integrado ao conjunto parisiense antes de aceitar seu contrato. Boyko comentou: “Conversei com Ilya, e ele me disse que havia pedido para que o russo não fizesse parte do PSG. Infelizmente, nem tudo depende dele.”
Zabarnyi, identificado como um crítico ferrenho da Rússia desde o início da guerra, não hesitou em classificar o país como um “Estado terrorista”. Ele reforçou seu posicionamento ao afirmar: “A guerra continua e não tenho qualquer relação com nenhum russo. Embora cumprirei minhas obrigações contratuais e interagirei com ele de forma profissional, meu apoio vai integralmente ao isolamento do futebol russo enquanto a guerra persistir.”
Na atual campanha do PSG na Champions League, Safonov foi o goleiro titular em todas as partidas de mata-mata, enquanto Zabarnyi atuou somente como substituto. Esse contexto tenso entre os atletas pode influenciar não apenas o desempenho individual, mas também a harmonia do grupo em uma fase decisiva para a equipe.
