Tensão na Alesp: PSDB Acusa Gilmaci Santos de Violência Política de Gênero contra Ana Carolina Serra em Conflito na Comissão de Assuntos Metropolitanos.

Na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), um embate polêmico ocorreu na última quarta-feira, dia 3, envolvendo o deputado Gilmaci Santos, líder do governo Tarcísio pelo partido Republicanos, e a deputada estadual Ana Carolina Serra do PSDB. Durante uma reunião da Comissão de Assuntos Metropolitanos, Gilmaci foi acusado de praticar violência política de gênero contra Ana Carolina ao desrespeitar sua autoridade como presidenta da comissão.

A situação se intensificou quando Carlos Piani, presidente da Sabesp, foi convocado para prestar esclarecimentos sobre críticas aos serviços da companhia. Diante da ausência do quórum necessário para dar início à sessão oficial, Gilmaci optou por retirar Piani da sala, o que colidiu com a vontade de Ana Carolina e de outros membros da comissão que desejavam conduzir uma sessão informal. Em suas redes sociais, a deputada expressou sua indignação: “Fui profundamente desrespeitada como deputada e como mulher. Não vou tolerar que um deputado se ache no direito de levantar a voz pra mim”, afirmou, reforçando a sensação de constrangimento diante da situação.

O gabinete da Liderança do Republicanos, por sua vez, negou que houvesse qualquer intenção de agressão política de gênero. Em uma nota, o partido sustentou que todas as ações de Gilmaci foram baseadas nas normas do regimento interno da Alesp, visando garantir a seriedade do debate e a transparência dos esclarecimentos que deveriam ser prestados. Reconhecendo a relevância do tema, os representantes do Republicanos argumentaram que a ausência de quórum impediu uma audiência formal que, na visão deles, é essencial para assegurar uma fiscalização eficaz.

Enquanto isso, o PSDB, presidido por Paulo Serra, marido de Ana Carolina, advertiu que ações de violência política de gênero são evidentes quando mulheres em posições de autoridade são desacreditadas ou desrespeitadas. A polêmica ganhou ainda mais repercussão em virtude da privatização da Sabesp, aprovada em 2023 e conclusiva sob a liderança de Tarcísio, um tema que promete ser explorado na campanha eleitoral por opositores como Fernando Haddad, sinalizando que a discussão sobre a gestão dos serviços públicos e a participação feminina na política ainda está longe de ser resolvida.

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