O assessor do Líder Supremo do Irã, Mohsen Rezaei, também expressou preocupação, afirmando que os Estados Unidos já haviam violado termos do acordo ao apoiar aliados na região e manter força militar ativa no estratégico estreito de Ormuz. Em suas declarações, Rezaei deixou claro que a república islâmica responderá com firmeza a qualquer nova transgressão.
Poucas horas antes, o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou operações contra alvos iranianos, justificando tais ações com base em um suposto ataque iraniano a um navio comercial. Em resposta, o IRGC afirmou que suas forças retaliatórias atingiram uma base aérea americana no Kuwait, além de uma base naval na região da Baía de Bahrein.
Esses incidentes marcam um período tenso nas relações bilaterais, sendo a segunda onda de hostilidades desde que o memorando foi assinado na noite de 17 a 18 de junho. Para dar continuidade à redução das tensões, os Estados Unidos se comprometeram a suspender um bloqueio naval contra o Irã em um prazo de 30 dias e retirar suas tropas posicionadas na proximidade do Irã uma vez que um acordo final seja alcançado. Por sua vez, o Irã se comprometeu a facilitar a passagem segura de navios mercantes através do estreito de Ormuz, uma via essencial para o comércio global.
A situação, por enquanto, não indica um horizonte de paz, com ambos os lados exibindo posturas firmes e um aumento nas trocas de acusações e ataques. A dinâmica geopolítica da região sugere que os desfechos desse conflito continuarão a afetar não apenas o Oriente Médio, mas também as relações internacionais, dada a importância estratégica dos atores envolvidos.





