Em resposta ao alvoroço causado por suas declarações, Vallejo recuou e se desculpou publicamente por suas palavras. Em uma mensagem nas redes sociais, ele destacou: “Quero esclarecer que meus comentários não foram interpretados da forma que eu pretendia.” O tenista reconheceu que os comentários vieram em um momento de emoção intensa, após uma longa e árdua partida que se estendeu por cinco sets, e enfatizou seu respeito pelo trabalho da arbitragem.
“Eu respeito muito os árbitros e o papel deles no jogo”, afirmou Vallejo, que reconheceu que o desgaste emocional da derrota influenciou seu estado de espírito no momento das declarações. O jogador ainda ressaltou que, em nenhum momento, culpou a árbitra pela sua derrota, elogiando sua atuação durante todo o confronto.
As críticas de Vallejo surgiram em um contexto desfavorável, já que sua partida foi marcada por uma torcida majoritariamente a favor do francês Kouame. Ele havia declarado que “um homem deveria arbitrar esse tipo de partida”, insinuando que a pressão do público pode ser demasiada para uma mulher. Essa afirmativa, infeliz e polêmica, foi amplamente condenada.
Na sequência das reações, os organizadores do torneio de Roland Garros confirmaram que o tenista enfrentaria uma multa em virtude de seus comentários. As declarações de Vallejo também ecoaram no cenário político, levando a ministra francesa da Igualdade entre Mulheres e Homens, Aurore Bergé, a expressar sua indignação pelo episódio. Em suas redes sociais, ela comentou: “Adolfo Daniel Vallejo perdeu sua partida. Sobretudo, perdeu uma oportunidade de ficar calado. A competição não tem gênero”, reafirmando a necessidade de respeito e igualdade no esporte.
Esse incidente destaca não apenas a importância do respeito no ambiente esportivo, mas também como os valores de igualdade e respeito à diversidade são cada vez mais cobrados em todas as esferas da sociedade.





