Agibank Recebe Reforço na Nota de Crédito Após Crescimento e Liquidez Confortável, Segundo Fitch Ratings

Na última quinta-feira, a Fitch Ratings elevou a nota de crédito do Agibank, passando de AA-(bra) para AA(bra), com uma perspectiva estável. A empresa também reafirmou o Rating Nacional de Curto Prazo em F1+(bra). Essa avaliação serve como um importante indicador de confiança do mercado em relação à capacidade do banco de honrar seus compromissos financeiros. Uma nota mais alta implica um menor risco percebido pelos investidores, o que pode facilitar a captação de recursos com menores taxas de juros.

Entre os principais fatores que levaram a Fitch a tomar essa decisão estão o crescimento contínuo do Agibank, o fortalecimento da sua marca e a melhoria do capital. Este progresso foi impulsionado pela recente Oferta Pública Inicial (IPO) da holding Agi Inc (AGBK), realizada em fevereiro deste ano, que teve um impacto significativo no índice de Basileia do grupo, protagonista no quesito proteção contra perdas inesperadas, elevando este indicador para 19,3%.

A estabilidade do lucro e a qualidade dos ativos também foram cruciais para a reavaliação. Em 2025, o resultado operacional total do banco atingiu impressionantes US$ 859 milhões, superando a média dos últimos quatro anos, conforme informações divulgadas pela instituição. Um aspecto que se destaca no perfil de crédito do Agibank é que uma grande parte de sua carteira está concentrada em crédito com garantia, particularmente no que diz respeito aos empréstimos consignados para aposentados e pensionistas do INSS, cuja cobrança é descontada diretamente dos benefícios, reduzindo substancialmente o risco de inadimplência.

Em dezembro de 2025, os créditos em atraso, considerados de maior risco (classificados como estágio 3), representavam apenas 4,0% da carteira total. Já em março deste ano, os créditos com mais de 90 dias de atraso caíram para 3,6%. Isso significa que, em um universo de R$ 100 emprestados, menos de R$ 4 estavam inadimplentes por mais de três meses, um dado que se mostra favorável ao setor financeiro. Além disso, o banco mantém uma reserva que cobre mais de 164% dos créditos problemáticos, oferecendo uma proteção adicional contra perdas.

Outro ponto que influenciou a nova classificação da Fitch foi a diversificação das fontes de captação do Agibank. Até março deste ano, o total de captação chegava a R$ 39,3 bilhões, com uma dependência significativamente menor de depósitos tradicionais em comparação ao ano anterior. A liquidez do Agibank continua satisfatória, o que, de acordo com a Fitch, indica que a instituição possui recursos suficientes para cumprir suas obrigações, mesmo em períodos de estresse no mercado.

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