As previsões meteorológicas indicam que as chuvas poderão alcançar volumes entre 40 e 100 milímetros diários, com pontos isolados das regiões Noroeste, Centro e dos Vales podendo ultrapassar os 120 milímetros. As rajadas de vento também estão gerando preocupação, podendo exceder os 90 km/h. O impacto dos temporais é visível em cidades como Alegrete, Santa Maria e Dona Francisca, onde os desalojados se concentram. Muitas localidades têm reportado sérios danos, incluindo destelhamentos de casas, queda de árvores e interrupções no fornecimento de água e energia elétrica.
Os ventos mais fortes foram registrados no sábado, 18, com Santa Vitória do Palmar atingindo a impressionante marca de 97,9 km/h. Outras cidades, como Santa Maria e São José dos Ausentes, registraram ventos de 90 km/h. No domingo, a intensidade do vento teve uma leve diminuição, mas a chuva continuou a se acumular, com Formigueiro liderando os maiores totais de precipitação do dia com 53,4 mm.
A Defesa Civil e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) alertam para os riscos associados a essas condições climáticas. A combinação de chuvas persistentes e ventos intensos pode levar a enxurradas, inundações e deslizamentos de terra. O Cemaden emite monitoramentos e alertas geo-hidrológicos para 1.295 municípios brasileiros, dos quais 56 estão localizados no Rio Grande do Sul.
Entre domingo e segunda-feira, um aviso de perigo laranja foi mantido para diversas regiões, abrangendo as áreas oeste, centro e sul do Estado, enquanto o restante da região enfrentava alerta amarelo de perigo potencial. O cenário meteorológico atual é ocasionado por uma frente semi-estacionária que traz um forte transporte de umidade, além do início da influência do fenômeno El Niño, que tende a intensificar padrões de chuva na região.
Com a continuidade das intempéries, a população deve permanecer atenta às orientações e alertas das autoridades para garantir a segurança diante das adversidades climáticas.
