Tempestades no Rio Grande do Sul: 49 municípios afetados e 19 desalojados em meio a alerta para novas chuvas intensas e ventos de até 90 km/h

Desde a última sexta-feira, 17 de outubro, o Rio Grande do Sul tem enfrentado uma série de temporais que afetaram pelo menos 49 municípios. Segundo informações recentes da Defesa Civil do Estado, 19 pessoas foram desalojadas em decorrência das intensas chuvas e ventanias. Na manhã de segunda-feira, 20, a situação se mantinha crítica, com alertas para novas tempestades e a possibilidade de queda de granizo.

As previsões meteorológicas indicam que as chuvas poderão alcançar volumes entre 40 e 100 milímetros diários, com pontos isolados das regiões Noroeste, Centro e dos Vales podendo ultrapassar os 120 milímetros. As rajadas de vento também estão gerando preocupação, podendo exceder os 90 km/h. O impacto dos temporais é visível em cidades como Alegrete, Santa Maria e Dona Francisca, onde os desalojados se concentram. Muitas localidades têm reportado sérios danos, incluindo destelhamentos de casas, queda de árvores e interrupções no fornecimento de água e energia elétrica.

Os ventos mais fortes foram registrados no sábado, 18, com Santa Vitória do Palmar atingindo a impressionante marca de 97,9 km/h. Outras cidades, como Santa Maria e São José dos Ausentes, registraram ventos de 90 km/h. No domingo, a intensidade do vento teve uma leve diminuição, mas a chuva continuou a se acumular, com Formigueiro liderando os maiores totais de precipitação do dia com 53,4 mm.

A Defesa Civil e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) alertam para os riscos associados a essas condições climáticas. A combinação de chuvas persistentes e ventos intensos pode levar a enxurradas, inundações e deslizamentos de terra. O Cemaden emite monitoramentos e alertas geo-hidrológicos para 1.295 municípios brasileiros, dos quais 56 estão localizados no Rio Grande do Sul.

Entre domingo e segunda-feira, um aviso de perigo laranja foi mantido para diversas regiões, abrangendo as áreas oeste, centro e sul do Estado, enquanto o restante da região enfrentava alerta amarelo de perigo potencial. O cenário meteorológico atual é ocasionado por uma frente semi-estacionária que traz um forte transporte de umidade, além do início da influência do fenômeno El Niño, que tende a intensificar padrões de chuva na região.

Com a continuidade das intempéries, a população deve permanecer atenta às orientações e alertas das autoridades para garantir a segurança diante das adversidades climáticas.

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