A ação policial foi facilitada pela colaboração da Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (Civitas), ligada à Prefeitura do Rio. Agentes da 15ª DP se depararam com diversas denúncias de vítimas, que relataram cobranças abusivas atribuídas ao suspeito. As investigações revelaram que o táxi utilizado por Abreu não estava registrado na Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), levantando suspeitas sobre sua legitimidade.
Após identificar a placa do veículo, a Civitas entrou em ação, monitorando o táxi até que pudesse ser abordado em uma das movimentadas ruas de Copacabana. Na abordagem, os policiais encontraram a máquina com um visor alterado, o que indicava a prática desonesta. Além disso, foram apreendidos cartões de crédito e celulares que poderiam ser utilizados na perpetração de outros crimes.
O histórico criminal de Abreu é preocupante. Com 19 registros de infrações semelhantes, ele é considerado reincidente no crime de estelionato, conforme o artigo 171 do Código Penal. O modus operandi do suspeito, ao manipular dispositivos de pagamento, destaca um fenômeno preocupante de fraudes que se tornaram comuns na cidade.
Após a formalização das acusações, o falsificado taxista foi conduzido à Casa de Custódia de Benfica, onde ficará à disposição das autoridades judiciais. A ocorrência levanta questões sobre a segurança dos serviços de transporte na cidade, reiterando a necessidade de vigilância e proteção dos cidadãos diante de ameaças deste tipo. Com a prisão de Abreu, a polícia espera não apenas punir o crime, mas também desencadear uma reflexão sobre o combate às fraudes que afetam diariamente o cotidiano dos cariocas.





