Taxista pirata é preso em Copacabana após aplicar golpe da maquininha, cobrando valores abusivos em corridas; ele já tinha 19 anotações criminais.

Na tarde desta segunda-feira, uma operação policial resultou na prisão de um taxista clandestino na famosa zona de Copacabana, no Rio de Janeiro, após ser acusado de aplicar o golpe da maquininha. Raphael do Nascimento Abreu, de 33 anos, foi detido pela 15ª Delegacia de Polícia (Gávea) após um trabalho de investigação que revelou o uso de máquinas de cartão adulteradas para cobrar preços exorbitantes de corridas.

A ação policial foi facilitada pela colaboração da Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (Civitas), ligada à Prefeitura do Rio. Agentes da 15ª DP se depararam com diversas denúncias de vítimas, que relataram cobranças abusivas atribuídas ao suspeito. As investigações revelaram que o táxi utilizado por Abreu não estava registrado na Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), levantando suspeitas sobre sua legitimidade.

Após identificar a placa do veículo, a Civitas entrou em ação, monitorando o táxi até que pudesse ser abordado em uma das movimentadas ruas de Copacabana. Na abordagem, os policiais encontraram a máquina com um visor alterado, o que indicava a prática desonesta. Além disso, foram apreendidos cartões de crédito e celulares que poderiam ser utilizados na perpetração de outros crimes.

O histórico criminal de Abreu é preocupante. Com 19 registros de infrações semelhantes, ele é considerado reincidente no crime de estelionato, conforme o artigo 171 do Código Penal. O modus operandi do suspeito, ao manipular dispositivos de pagamento, destaca um fenômeno preocupante de fraudes que se tornaram comuns na cidade.

Após a formalização das acusações, o falsificado taxista foi conduzido à Casa de Custódia de Benfica, onde ficará à disposição das autoridades judiciais. A ocorrência levanta questões sobre a segurança dos serviços de transporte na cidade, reiterando a necessidade de vigilância e proteção dos cidadãos diante de ameaças deste tipo. Com a prisão de Abreu, a polícia espera não apenas punir o crime, mas também desencadear uma reflexão sobre o combate às fraudes que afetam diariamente o cotidiano dos cariocas.

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