Além da dificuldade no acesso ao crédito, a volatilidade dos preços das commodities também contribui para o cenário desafiador. O preço do petróleo Brent, que ultrapassou os US$ 115 devido a tensões geopolíticas no Estreito de Ormuz, impactou diretamente o custo do diesel, que atingiu a cifra histórica de R$ 7,22. Para o setor logístico, o preço do combustível agora representa entre 35% e 40% do faturamento bruto, transformando a dependência do crédito em um risco significativo para a sobrevivência das empresas.
Nesse contexto, a busca por soluções de crédito mais flexíveis e rápidas se torna cada vez mais premente. Especialistas apontam que as empresas que adotam soluções ágeis conseguem deixar de ser reféns do cenário econômico global, atuando de forma proativa na dinâmica da sua própria cadeia de fornecimento. De fato, atualmente, as soluções estruturadas de crédito no Brasil se aproximam da marca de R$ 1 trilhão em volume, com uma crescente demanda por alternativas que ofereçam mais agilidade.
A Bankme, uma fintech focada nesse segmento, já gere mais de 200 operações de crédito, movimentando em conjunto mais de R$ 1,5 bilhão. A sua tecnologia permite que empresas de médio porte implementem estruturas financeiras em apenas três dias, possibilitando um nível de eficiência antes restrito a grandes corporações.
Além de fornecer maior previsibilidade em um ambiente de crédito restrito, essas soluções ágeis emergem como uma estratégia vital para o ano de 2026. Elas combinam eficiência tributária com a otimização de fluxos, especialmente para empresas que operam sob o regime de Lucro Real. Isso permite, também, o fortalecimento da cadeia de valor ao facilitar o financiamento de fornecedores e clientes com taxas até 30% mais baratas do que as oferecidas por instituições bancárias convencionais, além de proporcionar maior segurança patrimonial por meio de estruturas que reduzem riscos sistêmicos.
Nesse novo cenário econômico, especialistas afirmam que o crédito não deve ser visto apenas como uma resposta emergencial em momentos de crise, mas deve integrar de forma estruturada a gestão financeira das empresas. Isso pode ser a chave para a soberania financeira que os empresários brasileiros tanto almejam, especialmente com a Selic prevista para permanecer elevada. Essa mudança de mentalidade pode transformar o conceito de “pulmão financeiro” de uma alternativa tática em um recurso fundamental para a sobrevivência e o crescimento das empresas no Brasil.
