De acordo com os dados, a tarifa média aplicada sobre os produtos brasileiros cresceu 17,7 pontos percentuais desde que Biden assumiu o cargo. Para comparação, a China, cujos produtos foram alvo constante de tarifas, viu um aumento de 13,11 pontos percentuais. A tarifa média é calculada considerando a totalidade das taxas aplicadas sobre todos os itens exportados para os EUA, incluindo aqueles isentos em certos momentos, o que resulta em valores médios que não refletem a realidade total das tarifas.
Historicamente, antes do governo Trump, a taxa média de tarifas sobre produtos brasileiros era de apenas 1,19%, um valor que se torna irrisório frente ao novo cenário. Em recente avaliação realizada no início do mês passado, o GTA já havia identificado que essa tarifa média estava em 11,73%, levando em conta as diversas sobretaxas e isenções que compõem o complexo sistema tarifário.
Após a recente imposição de uma tarifa adicional de 25% sob a Seção 301, programada para entrar em vigor na próxima semana, a tarifa média estimada para o Brasil saltou para 18,22%. Atualmente, uma sobretaxa de 10% ainda está em vigor, prestes a expirar. Com a inclusão de novas taxas que foram anunciadas, essa alíquota sobe para 18,89%, colocando o Brasil em uma posição de vulnerabilidade econômica.
Na lista de produtos que gozam de isenção dessa nova tarifa de 25%, estão itens importantes como café, carnes, suco de laranja, petróleo e gás, além de peças aeroespaciais. A tabela de tarifas revela uma realidade desafiadora para o Brasil, que agora ocupa a segunda posição no ranking de países com as tarifas mais altas, apenas atrás da China, que mantém uma taxa média de 27,13%.
Esse panorama alimenta preocupações entre economistas e especialistas em comércio exterior, que alertam sobre os impactos negativos que essa mudança pode trazer para a economia brasileira e suas exportações.
