Tarifa de ônibus em São Paulo poderá chegar a R$5,20 em 2025, segundo SPTrans. Reajuste acima da inflação está previsto.

Segundo informações divulgadas pela SPTrans nesta quinta-feira, 26 de novembro, a tarifa de ônibus na cidade de São Paulo deverá sofrer um reajuste no início de 2025, podendo variar entre R$ 5 e R$ 5,20. A decisão foi anunciada durante uma reunião do Conselho Municipal de Trânsito e Transporte, que teve início às 10h e seguia em andamento até o meio-dia.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), que foi reeleito recentemente, confirmou que o aumento na tarifa será aplicado no próximo ano. Durante o período eleitoral, Nunes optou por manter o valor congelado, mas agora, diante do cenário econômico e das necessidades do transporte público na cidade, a decisão foi tomada. O reajuste previsto supera a inflação anual, estimada em 4,91% pelo INPCA.

Antes da reunião, o prefeito havia afirmado que era improvável que a tarifa ultrapassasse os R$ 5. “Eu acho que a probabilidade é muito pequena, é bem pequena”, disse Nunes em uma coletiva de imprensa após as eleições. Desde 2020, a tarifa de ônibus em São Paulo não sofreu alterações, enquanto a inflação acumulada atingiu 33% e o preço do óleo diesel, principal combustível da frota, subiu 57%.

Durante a reunião, foram apresentados dados que demonstram que cada aumento de R$ 0,10 na tarifa representa um acréscimo de R$ 106 milhões na receita anual do sistema de transporte público. Além disso, a participação de passageiros que têm direito à gratuidade direta aumentou nos últimos anos, passando de 23% em 2019 para 28% em 2024, enquanto o número de pagantes caiu de 52% para 50%.

A cidade de São Paulo conta com uma frota de 13,5 mil ônibus que transportam cerca de 7,13 milhões de passageiros em dias úteis, realizando 163 mil viagens diárias e percorrendo 2,3 milhões de quilômetros de vias. Após a pandemia, houve uma redução de 6% na frota, mas a oferta de assentos caiu apenas 3%.

O preço da passagem de ônibus não é totalmente coberto pela tarifa paga pelos passageiros, sendo complementado por um subsídio repassado pela Prefeitura às empresas de transporte. No entanto, um dos desafios enfrentados é a diminuição do número de passageiros que utilizam o sistema de transporte coletivo na capital paulista.

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