O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), que foi reeleito recentemente, confirmou que o aumento na tarifa será aplicado no próximo ano. Durante o período eleitoral, Nunes optou por manter o valor congelado, mas agora, diante do cenário econômico e das necessidades do transporte público na cidade, a decisão foi tomada. O reajuste previsto supera a inflação anual, estimada em 4,91% pelo INPCA.
Antes da reunião, o prefeito havia afirmado que era improvável que a tarifa ultrapassasse os R$ 5. “Eu acho que a probabilidade é muito pequena, é bem pequena”, disse Nunes em uma coletiva de imprensa após as eleições. Desde 2020, a tarifa de ônibus em São Paulo não sofreu alterações, enquanto a inflação acumulada atingiu 33% e o preço do óleo diesel, principal combustível da frota, subiu 57%.
Durante a reunião, foram apresentados dados que demonstram que cada aumento de R$ 0,10 na tarifa representa um acréscimo de R$ 106 milhões na receita anual do sistema de transporte público. Além disso, a participação de passageiros que têm direito à gratuidade direta aumentou nos últimos anos, passando de 23% em 2019 para 28% em 2024, enquanto o número de pagantes caiu de 52% para 50%.
A cidade de São Paulo conta com uma frota de 13,5 mil ônibus que transportam cerca de 7,13 milhões de passageiros em dias úteis, realizando 163 mil viagens diárias e percorrendo 2,3 milhões de quilômetros de vias. Após a pandemia, houve uma redução de 6% na frota, mas a oferta de assentos caiu apenas 3%.
O preço da passagem de ônibus não é totalmente coberto pela tarifa paga pelos passageiros, sendo complementado por um subsídio repassado pela Prefeitura às empresas de transporte. No entanto, um dos desafios enfrentados é a diminuição do número de passageiros que utilizam o sistema de transporte coletivo na capital paulista.