O plano de ataque, segundo as investigações, foi elaborado em resposta à escalada das tensões entre a Rússia e a Ucrânia, que se intensificaram drasticamente a partir de fevereiro de 2022. As autoridades afirmaram que Kuznetsov liderou uma equipe composta por mergulhadores experientes e um capitão de embarcação, além de um especialista em explosivos. O grupo teria utilizado um iate para transportar uma quantidade significativa de explosivos militares até a área de operações, especificamente nas águas internacionais próximas à ilha dinamarquesa de Bornholm.
A detonação dos explosivos ocorreu em 26 de setembro de 2022, resultando em grandes vazamentos de gás e interrompendo a operação dos gasodutos Nord Stream 1 e 2, que são vitais para a segurança energética da Europa. Kuznetsov foi preso na Itália em agosto de 2025 e, posteriormente, extraditado para a Alemanha, onde continua sob investigação.
Além disso, vale ressaltar que as investigações em torno da sabotagem não foram integradas com a participação da Rússia, já que tanto a Alemanha quanto a Dinamarca e a Suécia se recusaram a estabelecer uma colaboração nesse sentido. Por outro lado, a Rússia refutou as alegações de que a sabotagem tenha origem exclusivamente ucraniana, responsabilizando também os Estados Unidos e seus aliados, uma vez que um relatório de um jornalista renomado indicou que mergulhadores militares norte-americanos poderiam estar envolvidos na instalação das cargas explosivas. A complexidade dessa situação continua a gerar debates acalorados no cenário internacional, refletindo as tensões geopolíticas persistentes entre as nações envolvidas.





