Em suas declarações, Tedros pôde tranquilizar o público ao afirmar que Dobrogowski não apresentou sintomas de hantavírus e ressaltou que até o momento 12 casos haviam sido reportados à OMS, com três mortes associadas à doença. Importante notar, ele destacou que não houve novas fatalidades desde o dia 2 de maio. Esses dados refletem os desafios e as precauções adotadas em situações como essa, onde a saúde pública é colocada em risco.
A situação dos outros passageiros e tripulantes é de atenção constante. Todos estão em quarentena, sob vigilância rigorosa, para receber cuidados médicos se necessário. A OMS monitorará esse grupo com afinco, dada a potencial gravidade do hantavírus. Tedros expressou sua gratidão pela liderança e cooperação do capitão, elogiando seu papel em guiar os passageiros durante a crise.
As investigações realizadas pela OMS sugerem que o primeiro caso de hantavírus pode ter se originado antes do embarque do navio, possivelmente devido a uma exposição em terra. Além disso, há evidências que indicam a possibilidade de transmissão do vírus de pessoa para pessoa a bordo, corroboradas por análise preliminar das sequências genéticas, que mostram uma similaridade quase idêntica entre os casos diagnosticados.
Em um comunicado anterior, Tedros havia descartado a possibilidade de um surto maior, mas alertou para a possibilidade de novos casos surgirem nas próximas semanas, devido ao longo período de incubação do hantavírus. A OMS continua a acompanhar a situação de perto, buscando mitigar riscos e proteger a saúde dos envolvidos. A situação no MV Hondius evidencia a importância da vigilância e da ação conjunta em resposta a surtos de doenças infecciosas.





