Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, afirmou que o cenário do Ebola não se enquadra nos critérios de “emergência pandêmica” estabelecidos pelos Regulamentos Sanitários Internacionais. Tal avaliação classifica o risco da epidemia como alto em níveis nacional e regional, enquanto globalmente esse risco é considerado baixo. A principal preocupação gira em torno da velocidade e do alcance da disseminação do vírus nas regiões afetadas.
Uma das questões que limita o potencial de pandemia do Ebola é o seu modo de transmissão. Diferentemente do vírus da Covid-19 e do Influenza, que são transmitidos por meio de vias respiratórias, o Ebola requer contato próximo com fluidos corporais de pessoas infectadas. A infecção geralmente ocorre após o contato com sangue ou secreções de indivíduos contaminados. Embora possa haver transmissão entre humanos, isso ocorre somente através do contato direto com fluídos de pacientes infectados ou superfícies contaminadas.
Os serviços de saúde com medidas de prevenção insuficientes e as práticas inadequadas de sepultamento, como as efetuadas em algumas áreas da República Democrática do Congo, exacerbam a situação, aumentando o risco de transmissão. De acordo com especialistas, essa forma de contágio é um fator que restringe a capacidade de disseminação do Ebola em comparação com vírus respiratórios como o Influenza ou o SARS-CoV-2, responsável pela Covid-19. O infectologista Leonardo Weissmann, que atua no Hospital Regional Jorge Rossmann em São Paulo, ressalta que a natureza do Ebola limita significativamente sua propagação, o que representa um alívio em relação à ameaça pandêmica que outras doenças infecciosas recentes impuseram à sociedade global.
Em suma, a atual situação de surtos de Ebola, embora preocupante, é tratada com diligência pelas autoridades de saúde, que buscam evitar uma escalada que resultararia em consequências mais sérias. A resposta coordenada pode ser crucial para controlar a infecção e proteger as populações vulneráveis nas áreas afetadas.





