Surto de Ebola na África já provoca mais de mil mortes, alerta OMS sobre risco crescente de disseminação e estabilização em algumas regiões.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta nesta quarta-feira, 22 de julho, sobre a gravidade do atual surto de Ebola na África, que já resultou em mais de mil mortes na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda. Com um total de 999 falecimentos registrados na RDC e duas mortes em Uganda, o número de casos confirmados chegou a 2.494 desde o início do surto, que foi oficialmente declarado em 15 de maio.

Este novo surto, o 17º do tipo na RDC, começou após a confirmação de mortes na província de Ituri, no nordeste do país. Além de Ituri, os casos foram identificados em outras quatro províncias, com a maior parte das infecções em Uganda afetando cidadãos congoleses que cruzaram a fronteira. No entanto, Uganda relata que está há três semanas sem registrar novos casos, o que indica um possível controle do surto no país.

Apesar de algumas regiões mostrarem sinais de estabilização, a OMS continua a classificar a situação como uma emergência de saúde pública de importância internacional. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou em um recente pronunciamento que o surto se espalhou de forma mais rápida do que qualquer outro observado anteriormente. Thierno Balde, que coordena as ações da OMS para a cepa Bundibugyo na RDC, ressaltou que, embora ainda estejamos na fase de recuperação, o surto ainda é uma preocupação significativa.

As autoridades de saúde na região permanecem vigilantes, considerando o risco elevado de disseminação do vírus, principalmente pelas frequentes interações entre os países fronteiriços. A resposta ao surto enfrenta desafios, como o controle das movimentações transfronteiriças e a prevenção de novos casos, ressaltando a importância de medidas de saúde pública efetivas e do apoio internacional. A luta contra o Ebola na África central continua a exigir atenção e recursos significativos, enquanto o mundo observa as ações em andamento para conter essa epidemia.

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