A discussão sobre o acesso aos dados ocorreu enquanto a Turma deliberava sobre recursos apresentados por Henrique e Felipe Vorcaro, pai e primo do banqueiro Daniel Vorcaro, que contestavam suas respectivas prisões. A decisão de Mendonça em permitir a quebra do sigilo dos dados de Sicário revela uma nova etapa na investigação, que busca elucidar um emaranhado de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e obstrução de Justiça, todos relacionados ao Banco Master.
Durante seu voto, o ministro destacou que já havia determinado a preservação dos arquivos digitais de Sicário e, recentemente, decidiu pela análise das informações disponíveis na nuvem. “Eu havia determinado que fosse preservado o iCloud do Sicário. Esta semana determinei a quebra desses dados. Vamos ver o que virá”, declarou Mendonça, sugerindo que novas informações podem surgir e se revelar úteis para a apuração dos fatos.
Em um momento que gerou certa tensão, o ministro mencionou que as investigações da Polícia Federal revelaram preocupações expressas por familiares de Sicário acerca do conteúdo armazenado em sua conta de nuvem. Mendonça relatou que a irmã do investigado teria acessado os documentos antes mesmo que a Polícia Federal conseguisse concluir a extração, levantando assim questões acerca da segurança e do sigilo das informações.
As declarações de Mendonça foram reforçadas por sua determinação anterior de levantar o sigilo em uma parte dos documentos produzidos na investigação, permitindo a divulgação de relatórios, transcrições de mensagens e outros elementos cruciais que fundamentam as prisões preventivas no contexto do caso Master. A complexidade do inquérito, bem como as múltiplas ramificações que se desenrolam a partir da morte de Sicário, continua a atrair a atenção das autoridades e da sociedade.





