A prisão de Canella ocorreu na última quarta-feira, na sexta fase de uma investigação que visa desmantelar uma quadrilha suspeita de lavar dinheiro através de postos de gasolina. Essa mesma operação também investiga o delegado Marcus Amim, ex-secretário da Polícia Civil do estado, expandindo o alcance das ações da força-tarefa.
O ministro Moraes destacou que a arma ilícita estava sob a responsabilidade de um sargento da Polícia Militar, que supostamente estava escalado para fazer a segurança de Canella. A defesa do ex-prefeito argumentou que a arma estava em conformidade com as normas, apresentando um relatório que supostamente comprova a cessão adequada do armamento ao oficial.
Entretanto, a controvérsia aumentou quando, em outro local de busca, um policial militar, identificado como Antônio Gomes da Silva Neto, também foi encontrado portando uma arma. A defesa de Gomes alega que ele prestava segurança aos investigados, defendendo que sua presença não era clandestina.
Apesar de conceder liberdade provisória a Canella e Gomes, Moraes expressou preocupação com a legalidade da utilização de armamentos da Polícia Militar em veículos particulares e a atuação de policiais como seguranças de indivíduos sob investigação. Ele observou que as incertezas e questões legais levantadas não foram suficientemente abordadas pela defesa no momento da audiência de custódia, indicando a necessidade de que as informações sejam fornecidas pela Polícia Militar do Rio.
Além de permitir a soltura dos envolvidos, a decisão do ministro impôs restrições, incluindo a utilização de tornozeleira eletrônica e a proibição de saída do país, além da suspensão de qualquer porte de arma. Essa situação reflete um cenário mais amplo de desafios enfrentados pelas autoridades na luta contra a corrupção e a criminalidade organizada no Brasil.
