Os dados disponíveis indicam que a capacidade ideal do pronto-socorro é de 113 pacientes, mas nesta terça-feira, 195 estavam recebendo atendimento, somando 390 pessoas, considerando os acompanhantes. A comissão constatou que a unidade opera acima de sua capacidade há mais de três anos. A superlotação foi exacerbada por falhas nos sistemas de dados e na radiologia, resultando em longas filas que se estendiam pelos corredores do hospital.
Entre os relatos alarmantes, destaca-se o caso de uma paciente de 65 anos, com problemas cardíacos, que estava internada aguardando por uma cirurgia e convivia com outros pacientes, incluindo aqueles com pneumonia, em condições inadequadas. As dificuldades se aprofundam com a falta de insumos essenciais, como macas, camas apropriadas e suporte para soro, além de um número limitado de pontos de oxigênio.
O presidente da comissão, deputado distrital Fábio Felix, expressou sua indignação ao classificar a situação como “lastimável”. Ele destacou o impacto da superlotação na qualidade do atendimento, com pacientes relatando atrasos na medicação e a ausência de informações sobre vagas nas UTIs e no centro cirúrgico.
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF), responsável pela administração do HBDF, reconheceu a superlotação, mas se defendeu, afirmando que não há falta de profissionais ou insumos. A diretoria do instituto está atualmente promovendo uma readequação na rede de dados e admitiu que isso resultou em dificuldades temporárias no atendimento, incluindo a necessidade de preencher fichas manualmente, que aumenta o tempo de espera.
Em resposta aos problemas, o IgesDF anunciou que exames laboratoriais previamente agendados seriam remarcados para a próxima semana, exceto para os pacientes das áreas de Oncologia e Hematologia. A medida visa melhorar o atendimento, mas a situação no Hospital de Base continua crítica, levando à adoção de medidas emergenciais para garantir a assistência prioritária a casos mais graves.
Em um cenário onde a demanda por atendimentos cresce, especialmente em casos de alta complexidade, a superintendência do HBDF reitera que está constantemente buscando formas de otimizar os fluxos internos e minimizar a superlotação, embora os relatos de pacientes e a observação da CLDF indiquem uma necessidade urgente de ação.





