STF mantém prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, acusado de receber R$ 146,5 milhões em propina por fraudes financeiras.

Supremo Tribunal Federal Mantém Prisão de Ex-Presidente do Banco de Brasília em Caso de Corrupção

Na última sexta-feira, 24 de outubro, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, manter a prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). A decisão foi baseada em um pronunciamento do ministro André Mendonça, responsável pelo caso. A deliberação final ocorreu após um processo que se desenrolou ao longo de uma semana, culminando em um placar de 4 votos a 0 pela continuidade da detenção de Costa.

A prisão de Paulo Henrique Costa ocorreu no dia 16 de abril, durante a quarta fase da Operação Compliance, uma investigação que visa esclarecer esquemas de corrupção relacionados ao Banco Master, além da tentativa de aquisição dessa instituição pelo BRB, que é um banco estatal ligado ao governo do Distrito Federal. Segundo informações colhidas durante as investigações, Costa teria feito um acordo ilícito com o banqueiro Daniel Vorcaro, onde estaria envolvido em um esquema de propina que totalizaria R$ 146,5 milhões. Os repasses, conforme apurado pelas autoridades, ocorreriam por meio de transações imobiliárias.

Durante a sessão de votação no plenário virtual, os ministros André Mendonça, Luiz Fux, Nunes Marques e Gilmar Mendes se mostraram favoráveis à manutenção da prisão de Costa. Em contrapartida, o advogado Daniel Monteiro, também implicado no mesmo caso, teve sua situação analisada de forma diferenciada, com um placar de 3 a 1 pela sua detenção, mas o ministro Gilmar Mendes propôs que Monteiro cumprisse prisão domiciliar, acompanhado por monitoramento eletrônico.

É importante destacar que o ministro Dias Toffoli, parte da Segunda Turma, se declarou suspeito para participar da votação, um desdobramento que ocorreu após a revelação de que seu nome foi mencionado em mensagens do celular de Vorcaro, que foram apreendidas na primeira fase da operação. Toffoli possui vínculos com um resort no Paraná, um ativo que está sendo investigado no contexto do esquema de fraudes associado ao Banco Master. A continuidade da prisão de Paulo Henrique Costa reflete a seriedade com que o STF encara os casos de corrupção que envolvem instituições financeiras e a necessidade de transparência e responsabilidade na administração pública.

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