Ao tocar na relação de Henry com seu pai biológico, Leniel Borel, Monique expressou que, embora Leniel tivesse qualidades como pai, ele se mostrava um “pai ausente”. Assim, ela relatou que o menino tinha uma relação mais próxima com o avô materno, criando um contraste nas dinâmicas familiares que cercavam a vida de Henry.
Monique também narrou que, durante a primeira visita de Henry à casa de Jairinho, a interação entre pai e filho começou a apresentar sinais de desconforto. Segundo seu relato, Leniel Borel mencionou um episódio em que Henry expressou descontentamento em relação a um “abraço apertado” que recebera de Jairinho. Esse relato, segundo Monique, foi o ponto de virada na relação entre o menino e o ex-vereador, levando Leniel a solicitar que Monique não deixasse Henry sozinho com Jairinho.
“Henry sempre foi fã do filme ‘Frozen’, onde um personagem fala sobre dar abraços apertados. Após a visita ao pai, Leniel veio me contar que não gostou do que havia ocorrido”, afirmou Monique, enfatizando que a mudança de comportamento de Henry a partir desse episódio foi notável.
Ela prosseguiu relatando que, ao ser questionado sobre o incidente, Jairinho explicou que Henry costumava pedir “abraços apertados” por causa do tema do filme. Monique, no entanto, acatou o pedido de Leniel, reforçando sua decisão de proteger o filho.
Além disso, Monique compartilhou que, em outro contexto, Henry havia recebido um presente de Jairinho, o que gerou questionamentos de sua parte. O ex-vereador alegou que estavam apenas brincando, mas Monique não hesitou em repreendê-lo, mostrando sua preocupação com a natureza dessa interação. “A partir do episódio do abraço apertado, a relação entre Jairinho e Henry começou a se distanciar”, concluiu Monique, deixando claro que sua intenção sempre foi garantir o bem-estar de seu filho.
O depoimento de Monique foi um marco no julgamento, revelando não apenas detalhes sobre a dinâmica familiar, mas também lançando luz sobre o contexto emocional vivido por Henry em seus últimos dias.





