No intervalo entre janeiro e março, a empresa reportou um lucro líquido de 400 milhões de euros, impulsionado por um aumento significativo no volume de vendas e um desempenho operacional robusto. O lucro operacional ajustado alcançou a marca de 1 bilhão de euros, com uma margem de 2,5%. Já a receita líquida se destacou com um crescimento de 6%, totalizando 38,1 bilhões de euros, um fator que, segundo a empresa, foi possibilitado pelo crescimento em todas as regiões, com a América do Norte se destacando como a principal responsável por esse avanço.
Na América do Norte, as vendas da Stellantis cresceram 6% em comparação ao primeiro trimestre de 2025. Dentro desse contexto, observou-se um aumento de 4% nos Estados Unidos, um expressivo crescimento de 15% no Canadá e um surpreendente 19% no México, em claro contraste com a atual retração da indústria automotiva americana. A participação de mercado da montadora subiu para 7,9%, com destaque especial para a marca Ram, que viu suas vendas nos EUA aumentarem cerca de 20%, consolidando-se como uma das principais marcas em crescimento no país.
Na América do Sul, embora o aumento nas vendas tenha sido modesto, de 1%, este número eleva-se para 2% ao considerar a contribuição da Leapmotor, uma montadora chinesa que entrou no mercado sul-americano no final do ano passado. A Stellantis reafirmou sua liderança em importantes mercados da região, com uma notável participação de 28,9% tanto no Brasil quanto na Argentina.
Na Europa, as vendas também demonstraram um bom desempenho, subindo 5%, ou 8% com a inclusão da Leapmotor, com a Itália, Alemanha e Espanha se destacando. Entretanto, as vendas permaneceram estáveis no Oriente Médio e na África, enquanto a Ásia-Pacífico viu um declínio de 4% (2% se considerada a Leapmotor).
Antonio Filosa, CEO da Stellantis, expressou otimismo com os avanços da companhia, evidenciando um crescimento nos principais mercados, em especial nos EUA e na Europa. No entanto, o executivo também fez um alerta sobre os impactos da guerra no Oriente Médio, que já está afetando a indústria e pode impactar a inflação e o custo das matérias-primas. Ele enfatizou a importância da duração do conflito, mas demonstrou confiança em que a empresa está fortalecendo sua resiliência diante de possíveis desafios futuros.
