A declaração de Infantino não passou despercebida pelo ministro dos Esportes da Itália, Andrea Abodi, que expressou sua perplexidade diante das palavras do presidente da FIFA. Afirmou que, devido à enorme distância entre a Itália e o México, uma conversa por telefone poderia ser mais esclarecedora. Abodi demonstrou interesse em entender o real significado das declarações de Infantino, sublinhando a necessidade de diálogo.
Adicionalmente, a Federação Italiana de Futebol (FIGC), que está sem liderança desde a recente derrota para a Bósnia e Herzegovina nas eliminatórias europeias, também se manifestou. Membros não identificados da federação classificaram os comentários como “uma declaração infeliz que feriu os sentimentos de toda a comunidade esportiva” e ressaltaram que o futebol deve sempre promover valores de respeito e união, tanto nas vitórias quanto nas derrotas.
A indignação incluiu figuras do mundo do futebol, como o ex-jogador Marco Tardelli, famoso por seu papel na conquista do tri na Copa de 1982. Ele exigiu respeito por parte de Infantino, enfatizando que tal comportamento não é aceitável.
Em uma tentativa de mitigar a repercussão negativa, Infantino compartilhou uma imagem no Instagram ao lado do ícone do futebol italiano Gianni Rivera, vice-campeão da Copa de 1970, mas não se desculpou publicamente pelas suas controversas declarações. Na sua postagem, ele reconheceu a grandeza do torneio de 1970, comparando-o ao que ocorrerá em 2026 e expressando a esperança de que a Azzurra retorne às competições, ansioso para vê-la nas eliminatórias de 2030.
