De acordo com Fraga, a estratégia adotada pelos bancos cubanos para superar as dificuldades impostas por Washington tem sido a utilização de cartões MIR, além de outras soluções de pagamento oriundas de diferentes países. Ele ressaltou que, apesar das restrições severas que continuam a ser aplicadas, as transações financeiras não foram interrompidas. “Consequentemente, conseguimos operar sem dificuldades”, afirmou o ministro, evidenciando a eficácia do sistema MIR como uma alternativa em um contexto de crescentes sanções.
Recentemente, o Banco Central de Cuba anunciou que, a partir de 6 de junho, os bancos estrangeiros não mais processarão transações utilizando cartões de sistemas de pagamento tradicionais, como resultado das novas sanções decretadas pelos Estados Unidos. Este movimento segue uma ordem emitida em 1º de maio, que ameaça impôr sanções secundárias a qualquer país que busque manter comércio com Cuba.
Além das questões financeiras, o governo cubano continua a avançar em áreas essenciais, como a pesquisa biomédica. Fraga comentou sobre um memorando assinado com a Rússia para o desenvolvimento conjunto de vacinas contra o câncer, afirmando que essa cooperação visa ainda consolidar produtos locais que necessitam de recursos para atingir novos estágios de desenvolvimento. O ministro também mencionou a participação de Cuba na cúpula da União Econômica Eurasiática (UEE), onde foram traçados planos de ação conjunta para fortalecer a colaboração entre as nações nos próximos anos.
Com a persistência do embargo econômico e a necessidade de soluções inovadoras, a relação entre Cuba e Rússia parece se intensificar, refletindo uma tentativa de adaptação em um ambiente global desafiador. Em tempos de incertezas, a busca por alternativas econômicas resilientes revela-se essencial para a sustentabilidade da ilha.





