Durante uma entrevista à emissora Al Jazeera, o líder sírio enfatizou que o objetivo deste pacto é minimizar os confrontos entre as duas nações, especialmente após uma série de incursões israelenses no sul da Síria após a queda do regime de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024. Ele também se manifestou em defesa da soberania libanesa ao descartar a possibilidade de intervenção militar da Síria contra o Hezbollah. Essa posição é significativa, especialmente considerando as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que insinuou que a Síria poderia assumir um papel militar em relação ao Hezbollah, uma sugestão que foi prontamente refutada por Sharaa.
O presidente sírio também fez uma advertência sobre os riscos de uma intensificação da crise no Líbano e a ampliação de conflitos que envolvem os EUA, Israel e Irã, afirmando que tais ocorrências teriam repercussões diretas na estabilidade da Síria e de toda a região. Ele ressaltou que sua administração não está considerando intervenções militares, mas está disposta a colaborar com o Líbano, permitindo que este determine sua própria trajetória de ação.
Além das questões de segurança, Sharaa abordou a situação econômica da Síria, ressaltando que a retirada das sanções impostas por países ocidentais, em especial pelos Estados Unidos, só será efetiva se a Síria for retirada da lista de países que apoiam o terrorismo. Recentemente, António Guterres, secretário-geral da ONU, visitou o país e pediu coletivamente à comunidade internacional o fim das sanções, reforçando o chamado por apoio ao povo sírio.
Em meio a esse cenário complexo, Sharaa reafirmou o comprometimento de seu governo com acordos previamente estabelecidos com as Forças Democráticas Sírias, apesar das dificuldades na implementação. Essa situação representa um momento delicado para a Síria, uma nação marcada por instabilidade, e as negociações em curso podem ter repercussões significativas para a geopolítica regional nos próximos anos.





