O crime em questão ocorreu em junho de 2021 na Barra da Tijuca, uma área da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Igor, que possui formação em Direito e já havia enfrentado problemas com a lei por tráfico de drogas, foi colocado em liberdade mediante o pagamento de fiança, realizado pela própria mãe. No entanto, a relação entre mãe e filho deteriorou-se rapidamente. Horas após ser libertado da prisão, Igor e Lúcia tiveram uma acalorada discussão sobre a possibilidade de o filho ser internado em uma clínica de reabilitação. Essa conversa tensa culminou em um ataque físico brutal, onde Igor agrediu sua mãe com socos e chutes, mesmo depois de ela já estar no chão, incapacitada.
Após o homicídio, Igor não só cometeu o crime atroce como também furtou uma bolsa contendo documentos, dinheiro e outros pertences pessoais da vítima. O Ministério Público classificou o caso dentro do contexto da violência doméstica, ressaltando a idade avançada da vítima e as circunstâncias que configuraram o feminicídio, fatores que contribuíram para o agravamento da pena.
A Polícia Civil prendeu Igor em flagrante no mesmo dia do crime. A busca não foi difícil; ele foi encontrado em seu próprio apartamento, um imóvel de alto padrão na mesma região, onde teria se refugiado após cometer o ato. Durante as investigações, Igor confessou o crime e alegou que o ato foi motivado pela insistência da mãe em interná-lo, porém, sua defesa, que argumentou sobre a insanidade mental, foi refutada pelo Tribunal.
Com o desfecho do julgamento, o Ministério Público reafirmou seu compromisso em buscar justiça ao considerar insuficiente a pena aplicada, reiterando sua intenção de recorrer desse posicionamento judicial.





