Simone Tebet Afirma que Diversificação Comercial Impediu Queda do Brasil Diante de Tarifas dos EUA

Em meio à pré-campanha para o Senado pelo estado de São Paulo, Simone Tebet (PSB), ex-ministra do Planejamento e Orçamento, abordou a atual situação econômica do Brasil, destacando a importância da diversificação das relações comerciais para enfrentar os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos. Tebet acredita que a capacidade de o Brasil resistir a um aumento significativo nas tarifas, que pode chegar a 25%, é diretamente ligada à diversidade de parceiros comerciais estabelecida nos últimos anos.

Em uma análise sobre o impacto das políticas protecionistas de Washington, a pré-candidata enfatizou que, se o Brasil ainda fosse excessivamente dependente do mercado norte-americano, a economia poderia enfrentar uma recessão histórica. “Acredito que a resiliência do Brasil se deve ao fortalecimento das relações com países do Mercosul, BRICS e outras nações do Sul Global. Hoje, nosso comércio com os EUA representa apenas cerca de 10%”, afirmou Tebet, ressaltando a importância de relações ampliadas que incluem parceiros asiáticos e europeus.

Além disso, Tebet abordou a posição do Brasil em relação aos minerais raros, ressaltando a necessidade de um marco regulatório que permita a exploração sustentável desses recursos. O país é o segundo maior detentor de reservas de metais raros, atrás apenas da China. Para a ex-ministra, é essencial que esses minerais sejam processados dentro do Brasil, com foco em agregar valor e fortalecer a indústria local. “Não podemos repetir os erros do passado, onde commodities com baixo processamento eram exportadas”, alertou.

Ao refletir sobre sua gestão no ministério, Tebet destacou que seu legado inclui a implementação de um planejamento estratégico a longo prazo e a busca por equilíbrio fiscal, vital para recuperar o orçamento federal afetado pela pandemia. “Um dos maiores desafios foi recompor o orçamento após a crise. Precisamos de uma cultura que priorize o planejamento, algo que ainda falta na administração pública”, finalizou.

A análise de Tebet propõe uma visão abrangente e crítica sobre os desafios econômicos enfrentados pelo Brasil, sublinhando a urgência de um desenvolvimento mais integrado e sustentável, capaz de preparar o país para o futuro.

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