Durante uma coletiva de imprensa, Sheinbaum refutou categoricamente as afirmações, caracterizando-as como uma “construção falsa”. Segundo ela, a tese de que agentes da CIA operam no México é incompatível com as normas estipuladas pela Constituição e pela Lei de Segurança Nacional do país. “É falso que agentes da CIA estejam atuando aqui. Existem autorizações para operações de agências norte-americanas que estão claramente definidas e reguladas”, declarou a presidente, enfatizando a autonomia e a segurança do México.
A controvérsia surgiu em meio à investigação sobre a explosão de um veículo em Tecámac, que resultou na morte de Francisco Beltrán, conhecido como “El Payín”, um alegado elemento do cartel de Sinaloa, classificado pelos Estados Unidos como uma organização terrorista. Os detalhes sobre as circunstâncias da explosão ainda são escassos, com as autoridades mexicanas não fornecendo informações claras sobre o incidente.
O cartel de Sinaloa é um dos mais poderosos grupos de tráfico de drogas da região e tem causado significativa tensão nas relações de segurança entre México e Estados Unidos ao longo dos anos. As acusações de envolvimento da CIA em operações no México levantam questões sobre a soberania nacional e a influência externa em uma questão tão delicada.
Enquanto o governo mexicano reafirma sua posição de que não há espaço para atuação clandestina de entidades estrangeiras, a situação destaca a complexidade das relações entre os dois países, especialmente no que se refere a desafios na luta contra o narcotráfico. Os desdobramentos desta questão certamente continuarão a ser monitorados de perto tanto pelos cidadãos mexicanos quanto pela comunidade internacional.





