Na nota, Flávio afirma que seu envolvimento na produção do longa-metragem, que está sendo realizado nos Estados Unidos, restringiu-se à busca de investimentos privados, sem que houvesse o uso de mecanismos como a Lei Rouanet, Embratur ou qualquer tipo de apoio institucional vinculado ao seu mandato. Ele destaca que a Lei Rouanet não é aplicável ao projeto, uma vez que não financia longas-metragens.
Embora, em declarações passadas, Flávio tenha negado um contato pessoal com Vorcaro, nesta ocasião ele admitiu ter ocultado a verdade sobre a relação, alegando que uma cláusula de confidencialidade relativa ao financiamento o impediu de compartilhar informações anteriormente. Em entrevista à GloboNews, o senador se justificou, enfatizando que procurou Vorcaro como filho, em busca de patrocínio para a obra cultural dedicada ao pai.
O senador reitera que não houve doações ou empréstimos e nega qualquer favorecimento político, afirmando ainda que o investimento foi realizado de maneira formal, com perspectivas de retorno financeiro atreladas ao sucesso comercial do filme por meio de um fundo específico, devidamente estruturado e monitorado nos Estados Unidos. Flávio sublinha ainda que não recebeu valores diretamente das transações.
Flávio menciona que conheceu Vorcaro em 2024, período no qual, segundo ele, não havia conhecimento público sobre as acusações que atualmente envolvem o banqueiro. Segundo sua nota, Vorcaro era uma figura reconhecida no mercado financeiro, associado a eventos e iniciativas empresariais, até que as denúncias vieram à tona.
Por fim, o parlamentar reivindica a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master, exigindo transparência na apuração dos casos que cercam a instituição ligada a Vorcaro. Essa busca por clareza vem em um momento delicado para Flávio, que tenta dissociar sua imagem das controvérsias que cercam o banqueiro.





