Sesau e MS realizam visitas no Sistema Prisional

Trazer mais qualidade de vida e saúde para os 4.267 detentos que estão reclusos no sistema prisional alagoano. Com esse intuito, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e o Ministério da Saúde (MS) iniciaram uma série de visitas nas unidades prisionais de Maceió e no Presídio do Agreste, em Girau do Ponciano.

A iniciativa faz parte da implantação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP) no Estado. Os técnicos do MS conheceram a realidade dos serviços de saúde oferecidos aos reeducandos e a estrutura física de cada unidade.

 “Durante as visitas verificamos se as unidades estão seguindo as diretrizes da PNAISP, no que se refere à quantidade de profissionais nas equipes de saúde, se o armazenamento de medicamentos e insumos está sendo feito corretamente e como é feita a entrada dos custodiados, desde a entrada no sistema, e todas atividades relacionadas à saúde”, explicou Ana Cláudia Moura Alves, representante da coordenação de saúde no sistema prisional do MS.

De acordo com Robert Lincoln, assessor técnico de politicas transversais da Sesau, foram habilitadas três equipes de saúde pelo ministério, e que as outras unidades estão em processo de análise pelo MS. “Agora o Presídio Cyridião Durval, o Presídio de Segurança Máxima e o Centro Psiquiátrico Judiciário Marinho Suruagy estão habilitados para receber recursos federais. Após as visitas será elaborado um relatório para traçar estratégia, e, assim, melhorar os serviços prestados para a população privada de liberdade em Alagoas”, afirmou o assessor da Sesau.

As nove unidades do Sistema Prisional possuem equipes de saúde, cada uma sendo formada por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, odontólogos, auxiliares de saúde bucal, assistentes sociais e psicólogos.

Polyanna Teixeira, coordenadora de enfermagem do Sistema Prisional, explicou como é feita a triagem para saber as condições de saúde dos custodiados quando chegam às unidades. “Todos os reeducandos passam por exames de triagem, com a realização de testes rápidos de sífilis, HIV, hepatite A, B e C, e da imunização dos detentos contra hepatite B, difteria, tétano e a tripliceviral. Nesse momento procuramos saber se os pacientes possuem algum tipo de doença crônica, como diabetes ou hipertensão para que o tratamento deles não seja interrompido”, afirmou.

Quando são encontradas outras doenças como tuberculose, ou nos casos onde o resultado foi positivo nos testes rápidos, é feito o encaminhamento dos custodiados para as unidades de saúde que são referência para o atendimento em Alagoas.

Ascom – 19/07/2017

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