Série “O Conto da Aia” inspira campanha contra projeto de lei que equipara aborto a homicídio após a 22ª semana.


Em meio a uma intensa polêmica envolvendo o projeto de lei que propõe o endurecimento da legislação contra o aborto, a série “O Conto da Aia” tem sido utilizada como referência na campanha contra a proposta. De autoria do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), o PL 1.904/2024 equipara o aborto a homicídio quando realizado após a 22ª semana de gestação, proibindo inclusive casos de aborto em situações de estupro após esse período.

A série “O Conto da Aia” estreou no Brasil em abril de 2017 e foi exibida por cinco temporadas pela antiga HBO Max até setembro de 2022. Baseada no livro homônimo de Margaret Atwood, a trama se passa em uma distopia onde os Estados Unidos são dominados por um governo totalitário, transformando-se na República de Gileade, uma teonomia cristã onde as mulheres são subjugadas e a fertilidade é um problema global.

Na história, Elisabeth Moss interpreta June Osborne, uma ex-editora de livros separada de sua família e submetida a servir as lideranças do regime opressor. A série arrebatou fãs e críticos pela abordagem impactante e pela reflexão sobre o controle do corpo feminino e a luta por autonomia.

A relevância da série ganhou destaque recentemente com a escolha do livro de Margaret Atwood como leitura obrigatória para a prova de redação do vestibular da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). A trama tocante e provocativa tem sido utilizada como ferramenta de conscientização e engajamento nas redes sociais, principalmente em relação ao debate sobre os direitos reprodutivos das mulheres.

A influência de “O Conto da Aia” na discussão sobre o PL 1.904/2024 ressalta a importância da arte e da ficção na reflexão sobre questões sociais e políticas. A série continua a impactar o público e a alimentar debates relevantes sobre direitos, liberdades individuais e o papel da mulher na sociedade contemporânea.

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