Amarilla contestou a afirmação do atacante, esclarecendo que a discordância era pessoal e não deveria ser colocada no contexto das relações entre Paraguai e França. “Nunca disse nada contra a França”, sublinhou. Em sua defesa, a senadora afirmou que não toleraria ofensas à sua dignidade, ressaltando: “Você não me conhece e não tem o direito de me tratar dessa forma, simplesmente por ser mulher e por ocupar um cargo público”.
Além de discutir a acusação de violência de gênero, Amarilla criticou Mbappé por suas declarações que, segundo ela, revelaram um desprezo inaceitável pela equipe paraguaia. A senadora se referiu a comentários feitos pelo jogador sobre o jogo da seleção paraguaia, com frases que insinuavam desdém e foi enfática ao dizer que isso não é apenas falta de respeito, mas uma ofensa a um país inteiro.
Curiosamente, Amarilla também expressou um certo arrependimento por ter, em um primeiro momento, respondido a Mbappé com ofensas semelhantes, reconhecendo que isso a fez entrar em um ciclo de hostilidade que sua própria política condena. Em um desdobramento do caso, o Ministério das Relações Exteriores do Paraguai se posicionou contra as declarações da senadora, afirmando que suas palavras ferem as normas de convivência pacífica e respeito à dignidade humana.
Por sua vez, o presidente francês Emmanuel Macron saiu em defesa de Mbappé, enfatizando que a resposta a discursos de ódio deve ser a promoção de valores como dignidade e respeito. A situação expôs a fragilidade das relações interpessoais que se refletem em um cenário de rivalidade esportiva, além de trazer à tona questões mais amplas sobre racismo e machismo na sociedade contemporânea.
