Senador Zequinha Marinho defende aprovação do marco temporal para demarcação de terras indígenas na CCJ do Senado

O senador Zequinha Marinho, do partido Podemos, fez um pronunciamento no Plenário do Senado nesta quarta-feira (19), defendendo a aprovação do relatório sobre o marco temporal para a demarcação de terras indígenas. O projeto em questão é o PL 2.903/2023, que está em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O senador explicou que o marco temporal estabelece que os povos indígenas têm direito às terras ocupadas por eles até 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição. Segundo Marinho, essa proposta é essencial para garantir a segurança jurídica, especialmente para os produtores rurais.

De acordo com o parlamentar, cerca de 14,1% do território nacional já está formalizado como terra indígena, o que representa aproximadamente 1,2 milhão de quilômetros quadrados. Ele ressaltou a importância do marco temporal para evitar conflitos em áreas como a Feira do Ver-o-Peso, em Belém, e casarões históricos, que poderiam ser afetados por reivindicações indígenas sem esse limite temporal.

Marinho também alertou para os riscos de não estabelecer um marco temporal, afirmando que isso poderia levar à contestação de terras em todo o país. Ele destacou que, sem um prazo definido para a demarcação de terras indígenas, qualquer área do território nacional estaria sujeita a questionamentos, sem a garantia de indenização. Além disso, argumentou que a falta desse limite temporal poderia resultar em demarcações baseadas em critérios subjetivos ou ideológicos.

O senador ressaltou que o projeto busca resolver os conflitos existentes por meio da previsibilidade jurídica proporcionada pelos critérios objetivos do marco temporal. Ele afirmou que a proposta visa pacificar as disputas, ao mesmo tempo em que reconhece a propriedade rural. Marinho também mencionou que esse estabelecimento não prejudicará os usos e costumes indígenas, uma vez que já existe um amplo território demarcado para essas comunidades.

É evidente que a aprovação do relatório sobre o marco temporal para a demarcação de terras indígenas é um tema de grande importância e impacto para a sociedade brasileira. O posicionamento do senador Zequinha Marinho mostra a necessidade de se estabelecer critérios claros e objetivos para evitar conflitos e garantir a segurança jurídica tanto para os povos indígenas quanto para os produtores rurais. A discussão em torno do PL 2.903/2023 está em andamento na CCJ, e é fundamental que seja realizado um debate amplo e democrático, considerando todos os interesses envolvidos, para que se chegue a uma solução que preserve os direitos das comunidades indígenas e, ao mesmo tempo, garanta o desenvolvimento sustentável do país.

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