Senador Renan Calheiros propõe ressarcimento de fundos previdenciários atingidos pelo colapso do Banco Master e promete responsabilizar envolvidos nas irregularidades

Neste domingo (24), durante um evento em Arapiraca, o senador Renan Calheiros, do MDB de Alagoas, revelou o Projeto de Lei nº 2502/2026, uma iniciativa que visa assegurar o ressarcimento de fundos previdenciários que sofreram prejuízos em decorrência do colapso do Banco Master. Dentre os valores a serem recuperados estão os R$ 117 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores de Maceió (Iprev), recursos que foram aplicados durante a gestão do ex-prefeito JHC, do PSDB.

A proposta apresentada por Renan Calheiros sugere uma mudança significativa no atual sistema de proteção financeira, exigindo que o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) também se responsabilize pelos danos causados aos fundos previdenciários e regimes próprios de previdência. Atualmente, o FGC é responsável por ressarcir investidores privados, mas essa proteção não se estende aos fundos previdenciários públicos, que enfrentam desafios semelhantes.

“Minha proposta é que o FGC, que já reembolsou até R$ 250 mil para ressarcir prejuízos relacionados ao Banco Master, também abrace as perdas enfrentadas por esses fundos previdenciários”, afirmou Renan, ressaltando a importância da justiça financeira para aposentados e pensionistas que deram suas contribuições ao sistema.

Além de apresentar o projeto, o senador enfatizou que o Senado está empenhado em investigar a situação e responsabilizar os indivíduos envolvidos no caso. Ele lidera um grupo no Senado que acompanha de perto as investigações sobre o colapso do Banco Master, prometendo ir até o final para responsabilizar os responsáveis por desfalques nos fundos.

Referindo-se à situação específica de Maceió, Renan classificou o caso como extremamente preocupante e apontou irregularidades no processo que autorizou a aplicação dos recursos do Iprev. Ele destacou que não houve uma solicitação legítima do conselho que representa os aposentados, alegando que as assinaturas utilizadas eram fraudulentas e pertenciam a pessoas que não fazem parte do conselho.

Renan Calheiros também não hesitou em atribuir responsabilidade política direta à gestão anterior da capital alagoana, afirmando: “Quem colocou o dinheiro de Maceió no Master e causou perdas aos aposentados foi o prefeito de Maceió”.

Por fim, Renan anunciou que o acompanhamento da venda da folha de pagamento dos servidores municipais de Maceió ao Banco de Brasília (BRB) também fará parte das investigações em curso, na busca por justiça e reparação para os impactados por essa série de desdobramentos financeiros. A pressão política e a defesa dos direitos dos aposentados estão em evidência, e o senador se comprometeu a lutar por uma resposta efetiva às irregularidades descobertas.

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