Menezes enfatizou que a luta contra as mudanças climáticas requer mais do que a transformação de tecnologias para reduzir emissões. É essencial, segundo a ministra, promover uma mudança nos valores, comportamentos e nas formas de convivência das sociedades. Essa visão permeia a crítica à exclusão social vivida por comunidades que historicamente desempenham um papel crucial na preservação do meio ambiente, como os povos indígenas e as populações quilombolas. Esses grupos, além de serem os mais afetados pelas consequências da crise ambiental, também são os guardiões de conhecimentos ancestrais que podem contribuir significativamente para a sustentabilidade e o equilíbrio do planeta.
A ministra argumentou que é necessário garantir a participação das comunidades locais nas decisões que afetam suas vidas e seus territórios, sublinhando que “não existe uma solução única para todos os lugares”. Ela também mencionou um programa recente destinado a fortalecer a resiliência de equipamentos culturais, que inclui práticas como hortas comunitárias e sistemas de reaproveitamento de água da chuva, integrando cultura e educação ambiental.
Além disso, Menezes compartilhou suas experiências em eventos internacionais, onde teve a oportunidade de ouvir especialistas e líderes, como o Dalai Lama, que já alertavam para os impactos das mudanças climáticas, vistos hoje como uma realidade.
De acordo com a ministra, o seminário busca disseminar experiências bem-sucedidas em nível nacional, aprofundando o diálogo entre cultura e meio ambiente. Essas discussões são fundamentais para a construção de políticas públicas que não apenas reconheçam, mas também valorizem o papel da cultura nas ações de enfrentamento à crise climática. Assim, a combinação de cultura e ativismo ambiental pode levar a um engajamento mais profundo e a soluções mais eficazes.





