Senador Flávio Bolsonaro Critica Tarifaço de Trump e Busca Defender Interesses do Brasil em Audiência nos EUA

Minutos antes de sua participação na audiência pública organizada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), em Washington, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) expressou sua preocupação com a tarifa de 25% que o governo Donald Trump pretende aplicar sobre produtos brasileiros. Em declarações feitas nesta terça-feira, o parlamentar enfatizou que essa medida não beneficia nem o Brasil nem os Estados Unidos.

Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, Flávio anunciou que permanecerá mais um dia em solo americano para participar de negociações adicionais sobre o assunto, o que o levou a cancelar sua agenda em Pernambuco. “É crucial que façamos o possível para convencer o governo americano sobre os impactos negativos dessas tarifas. Vou defender os interesses do Brasil aqui”, afirmou.

Afonso é uma estratégia que visa ressignificar a narrativa em torno da tarifa proposta, especialmente após a reação adversa que ocorreu depois que ele sugeriu adiar a implementação dessas tarifas até que um acordo fosse alcançado entre os dois países. Seus aliados acreditam que a prioridade durante a audiência deve ser reafirmar sua posição contra a sobretaxa, ao mesmo tempo em que será defendido o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, conhecido como Pix, e a necessidade de uma solução negociada para a crise comercial.

Nos últimos dias, a troca de acusações entre o governo e a oposição intensificou-se, com Lula afirmando que membros da família Bolsonaro estariam prejudicando os interesses do país. Flávio respondeu que suas interações com o governo americano são parte de seu esforço para mitigar a aplicação das tarifas. A audiência, considerada a última etapa pública antes da decisão sobre a tarifação, foi dividida em 14 painéis, e Flávio fará sua apresentação em um deles, acompanhado por representantes de setores afetados.

O senador se concentrará em três eixos em sua fala: a oposição à tarifa, a defesa do Pix como uma infraestrutura pública e a promoção de uma maior abertura comercial entre Brasil e Estados Unidos, livrando-se das restrições impostas pelo Mercosul. Enquanto isso, o governo brasileiro designou um observador para acompanhar a audiência, embora reafirme que as negociações oficiais seguem em canais diplomáticos.

A investigação em curso nos EUA avalia práticas comerciais que podem impactar a economia nacional, abrangendo temas diversos como comércio digital, tarifas preferenciais e proteção ao meio ambiente. Com Flávio a frente, o Brasil espera, através dessa audiência, melhorar sua posição nas discussões comerciais futuras.

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