Esse montante de atendimentos se aproxima do total de denúncias de violência política que foram registradas ao longo de todo o ano de 2024 no famoso Disque 100. Para Raquel Andrade, coordenadora da Procuradoria da Mulher, essa estatística é indicativa de um cenário alarmante, especialmente em um ano marcado por eleições, onde as tensões políticas costumam se intensificar e a vulnerabilidade das mulheres no ambiente político pode ser ainda mais acentuada.
A implementação do Zap Delas surge como uma resposta necessária a um problema que, embora frequentemente ignorado, representa um desafio significativo à participação feminina na política. A violência de gênero nesse campo não se limita apenas a agressões físicas, mas inclui uma gama de abusos que podem silenciar vozes e limitar a participação das mulheres em processos decisórios.
Diante desse panorama, Raquel Andrade enfatiza a necessidade de uma maior disseminação do conhecimento sobre o Zap Delas. A conscientização sobre essa ferramenta é crucial para garantir que mais mulheres saibam que têm um canal de suporte para relatar casos de violência e receber orientação.
Com as eleições se aproximando, a urgência por medidas efetivas de proteção e apoio a mulheres na política se torna ainda mais evidente. O Zap Delas não é apenas um serviço de atendimento; é um símbolo de resistência e uma tentativa de criar um espaço mais seguro para a participação feminina em um cenário onde as dificuldades continuam a ser gritantes. O fortalecimento dessa iniciativa e a promoção do acesso a informações são passos essenciais para a construção de um ambiente político mais justo e equitativo.



