SENADO FEDERAL – Conservação dos oceanos em debate: Brasil assume compromissos para enfrentar poluição e mudanças climáticas durante Dia Mundial dos Oceanos.

A sessão especial em comemoração ao Dia Mundial dos Oceanos, realizada na última segunda-feira, trouxe à tona a grave preocupação com a poluição marinha e a crescente presença de plástico nos oceanos. O evento, presidido pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), teve como objetivo refletir sobre a importância vital dos mares para o equilíbrio ambiental do planeta. Em seu discurso, Trad destacou que a economia oceânica, se fosse um país, seria a quinta maior do mundo, ressaltando a relevância das atividades que dependem diretamente dos oceanos.

A secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente, Anna Flávia de Senna Franco, também participou da solenidade e enfatizou a necessidade de valorizar os mares, não apenas como um recurso econômico, mas também como um patrimônio ambiental essencial para a vida na Terra. Ela reforçou o compromisso do Brasil com a conservação e o uso sustentável dos ambientes marinhos, especialmente em um cenário de mudanças climáticas e crescente poluição.

O contra-almirante Robledo de Lemos Costa Sá, representante da Marinha, lembrou que cuidar do oceano é fundamental para o futuro do Brasil. Ele destacou a importância de uma gestão integrada dos oceanos, que envolva diversas partes interessadas, incluindo o governo, a comunidade científica, o setor produtivo e a sociedade civil.

A conservação marinha foi abordada como um aspecto crucial no combate às mudanças climáticas. Segen Stefen, diretor-geral do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas, sublinhou que proteger os oceanos é também proteger o clima da Terra. Ele mencionou que a ciência oceânica deve ser uma base sólida para a tomada de decisões e para promover uma economia de baixo carbono.

No âmbito legislativo, o presidente do Superior Tribunal de Justiça, Herman Benjamin, fez um apelo por ações concretas para proteger os corais e combater a ameaça do plástico nos oceanos. Ele lembrou que a questão da poluição é global e que as ações tomadas no Brasil refletem em outras nações.

A professora da Universidade de Brasília, Carina Costa de Oliveira, elogiou o Senado pela ratificação do Tratado do Alto-Mar, mas destacou que acordos internacionais precisam ser convertidos em ações práticas para serem eficazes. Ela defendeu a necessidade urgente de um planejamento espacial marinho que permita organizar os diversos usos dos oceanos.

Além das falas institucionais, o evento contou com o testemunho da velejadora e ativista Heloísa Schürmann, que relatou as mudanças drásticas que testemunhou nos mares ao longo das últimas décadas. Schürmann apelou para a conscientização coletiva sobre a crise ambiental que afeta os oceanos.

Carlos Alberto Pinto dos Santos, um pescador artesanal, também fez questão de ressaltar a importância das comunidades tradicionais na proteção dos mares, clamando por um maior respeito e reconhecimento do saber popular no enfrentamento das crises ambientais atuais.

O Dia Mundial dos Oceanos, assim, se transformou em um chamado urgente à ação, enfatizando que a preservação dos mares é um esforço que deve ser coletivo e contínuo.

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