Trad enfatizou que, mais do que uma simples reação ao ocorrido, é crucial entender os impactos das medidas e acompanhar as alternativas que estão sendo desenhadas para proteger a economia brasileira. Ele chamou a atenção para o papel da Comissão de Relações Exteriores no processo, afirmando que a entidade deve contribuir para a construção de soluções que evitem danos maiores à indústria nacional.
A tarifa de 25% passou a ser aplicada sobre cerca de três mil itens, afetando aproximadamente 18% das exportações brasileiras para os EUA. Comparado aos números de 2024, esse impacto representa uma perda estimada de R$ 37,6 bilhões para a economia nacional. O cenário parece se agravar, pois para 2025, a participação dos produtos atingidos pela tarifa deve cair para 15%, significando uma redução em torno de R$ 29,4 bilhões.
Diante desse desafio, Trad sugere que o governo mantenha um diálogo diplomático ativo e realize estudos aprofundados para buscar soluções. Recentemente, ele solicitou ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informações sobre a operacionalização da Lei da Reciprocidade Econômica e os planos da Câmara de Comércio Exterior, visando embasar eventuais iniciativas legislativas que podem ser necessárias.
O novo contexto internacional também exige uma aceleração de projetos voltados a aumentar a competitividade do Brasil. Trad mencionou a importância de obras como a Rota Bioceânica e a finalização da ponte que liga Porto Murtinho a Carmelo Peralta, além da adesão à Convenção Aduaneira TIR, prevista para entrar em vigor em breve. Essas iniciativas têm o potencial de reduzir custos logísticos e facilitar o acesso a mercados como o Pacífico e a Ásia.
Além disso, no mesmo dia em que as tarifas começaram a vigorar, o governo federal anunciou a criação de um pacote de apoio às empresas brasileiras, o Plano Brasil Soberano 3. Este plano prevê R$ 18,5 bilhões em créditos com juros subsidiados, destinado a exportadores e setores estratégicos. Essa ação mostra a intenção do governo de reforçar a economia nacional em tempos desafiadores, ampliando o suporte ao comércio exterior e preparando o país para enfrentar as turbulências no cenário global.
