Entre os profissionais mencionados por Castro estão os sanitaristas Hesio de Albuquerque Cordeiro, Sérgio Arouca, Eleutério Rodriguez Neto, Raphael de Almeida Magalhães e José Aristodemo Pinotti. Todos tiveram papel fundamental na construção do SUS e contribuíram para a melhoria da saúde pública no país.
O senador ressaltou que o SUS é a maior política nacional e tem sido responsável, entre outras coisas, pelo aumento da expectativa de vida da população brasileira. Ele lembrou que, na década de 50, os brasileiros viviam em média apenas 40 anos, enquanto atualmente a média é de 77 anos. Para Castro, não há dúvidas de que o SUS tem sido fundamental nessa evolução positiva.
Segundo o senador, mais de 150 milhões de brasileiros dependem exclusivamente do atendimento oferecido pelo SUS, que é responsável por 75% das internações no país. Entretanto, ele ressaltou que o subfinanciamento tem sido o principal desafio enfrentado pelo sistema de saúde. O problema se agravou com a Emenda Constitucional 95, conhecida como teto de gastos, que congelou os recursos destinados à saúde. Estima-se que a perda de recursos chegue a R$ 70 bilhões, que até o momento não foram recuperados.
Como relator do Orçamento no ano passado, Castro destacou que foram alocados recursos para o Ministério da Saúde, por meio da PEC da Transição. Ele ressaltou que o SUS consome apenas 4% do PIB brasileiro, enquanto outros países com sistema de saúde unificado destinam no mínimo 7%. Dessa forma, o senador acredita que há um espaço considerável para o crescimento e a evolução do SUS.
Apesar dos desafios enfrentados, o senador celebra os avanços conquistados pelo SUS ao longo desses 33 anos. Ele reforçou a importância de se valorizar a saúde pública e de se buscar alternativas para garantir o adequado financiamento do sistema, visando sempre a melhoria do atendimento à população.
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