Para Cleitinho, essa é mais uma interferência direta do STF no Poder Legislativo, uma vez que é responsabilidade do Senado legislar sobre esse assunto. O senador argumentou que há diversas pautas importantes pendentes no Supremo, como a questão do imposto sindical, a descriminalização das drogas e o marco temporal, que deveriam ser tratadas pelo próprio Senado.
“Temos quatro pautas aqui em que podemos dar uma resposta para o STF e uma resposta para a população brasileira, pois é esta Casa que tem o papel de legislar sobre esses temas”, ressaltou Cleitinho.
Além das críticas, o senador também pediu o apoio dos colegas parlamentares para a apreciação de uma proposta de emenda à Constituição de sua autoria, a PEC 46/2023. Essa proposta visa proibir a cobrança de contribuições de trabalhadores ou empregadores não filiados a sindicatos, exceto mediante autorização individual prévia.
A atuação do STF em questões que deveriam ser discutidas pelo Poder Legislativo é um tema que tem gerado bastante polêmica nos últimos tempos. Além do aborto, que agora está em debate, outras pautas importantes estão sendo discutidas pelo Supremo, o que tem gerado críticas de parlamentares como Cleitinho.
A opinião do senador reflete a preocupação de muitos políticos com a autonomia e a separação dos poderes. Cabe ao Legislativo a função de elaborar e aprovar leis, e a ingerência do Judiciário nesse processo é vista como uma violação do princípio da divisão dos poderes. É necessário um debate amplo e aprofundado sobre o papel de cada instituição e a importância da independência e equilíbrio entre esses poderes na democracia brasileira.
Ainda não se sabe quando o julgamento da descriminalização do aborto será retomado, mas é certo que o assunto continuará gerando discussão e polarização dentro do Senado e da sociedade brasileira como um todo.





