Segundo o parlamentar, o edital prevê a identificação de indivíduos que compartilham conteúdos relacionados ao STF, formadores de opinião que discutem temas ligados à Corte, análise de influência nos públicos e detecção de ações organizadas na internet. Girão acredita que essa medida representa um passo para controlar as redes sociais e intimidar a população, inibindo qualquer crítica aos ministros.
Além disso, o senador mencionou um episódio envolvendo o ministro Dias Toffoli, no qual ele iniciou o Inquérito das Fake News de forma polêmica, nomeando Alexandre de Moraes para conduzir a investigação de forma unilateral. Uma das primeiras medidas desse inquérito foi a decisão de censurar a revista Crusoé e o site O Antagonista, sob ameaça de multa diária de R$ 100 mil, por uma reportagem que citava o ministro Dias Toffoli em uma colaboração premiada.
Girão também citou denúncias de jornalistas estrangeiros, Michael Schellenberger e Glenn Greenwald, que acusaram o ministro Alexandre de Moraes de adotar medidas de censura contra o antigo Twitter. Segundo as denúncias, o ministro teria intimado judicialmente funcionários para obter dados dos usuários, exigido a censura de postagens e a remoção de usuários da plataforma.
Diante dessas denúncias e da exposição feita pelo senador Girão, surge a preocupação de possíveis interferências do Judiciário nas redes sociais e na liberdade de expressão dos cidadãos. A sociedade aguarda posicionamentos e esclarecimentos por parte do STF em relação a essas acusações.
