SENADO FEDERAL – “Especialistas Defendem Esporte Como Ferramenta Vital para Saúde, Educação e Inclusão Social em Audiência Pública no Senado”

Na última terça-feira, 23 de setembro, uma audiência pública promovida pela Comissão de Esporte do Senado trouxe à tona a importância do esporte como uma ferramenta estratégica do governo para promover a saúde, a educação e a inclusão social no Brasil. O evento ocorreu em celebração ao Dia Nacional do Esporte e à Semana Nacional do Esporte, reconhecidos por meio da Lei nº 15.386, de 2026.

A senadora Leila Barros, presidente da comissão e ex-atleta olímpica, destacou o papel do esporte na formação de cidadãos. Segundo ela, a prática esportiva ensina valiosos princípios como disciplina, respeito e trabalho em equipe. “O mais importante é aprender a lidar com frustrações”, afirmou. Ela enfatizou que incentivar a atividade física desde a infância até a terceira idade é fundamental para a sustentabilidade do sistema de saúde, reduzindo a necessidade de tratamentos médicos ao promover a saúde preventiva.

O ministro do Esporte, Paulo Henrique Perna Cordeiro, também enfatizou a relevância da parceria entre os ministérios do Esporte, Educação e Saúde. Ele mencionou a implementação de academias em todo o país, voltadas para a saúde preventiva. Cordeiro argumentou que, se os orçamentos de saúde pública fossem parcialmente direcionados ao esporte, o impacto positivo seria significativo, diminuindo a dependência do Sistema Único de Saúde (SUS).

Durante a audiência, o chefe da Assessoria de Participação Social do Ministério do Esporte, Paulo Afonso de Araújo Quermes, trouxe dados que reforçam a relação entre investimento em esportes e saúde pública, destacando que cada real investido traz um retorno de R$ 6. As estatísticas revelaram que cerca de 45% das escolas brasileiras possuem estruturas adequadas para a prática de atividades físicas.

No entanto, a médica cardiologista Stéphanie Itala Rizk fez um alerta sobre a crescente falta de atividade física entre os jovens. Um levantamento apontou que 22,7% das meninas e 19,7% dos meninos não têm aulas de educação física nas escolas. Ela destacou os benefícios da atividade física, que vão além da saúde física, abrangendo melhorias na saúde mental e no desempenho escolar.

Robson Aguiar, presidente da Confederação Brasileira do Desporto Escolar, associou a diminuição das atividades físicas às transformações urbanas que dificultam o lazer nas ruas. Ele reforçou a necessidade de uma colaboração entre o Ministério da Educação e o Ministério do Esporte para criar um ambiente escolar propício à prática esportiva.

O educador físico Márcio Atalla, apresentando exemplos de políticas bem-sucedidas em países como a Finlândia e a Coreia do Sul, fez uma comparação histórica, enfatizando a evolução do acesso à atividade física e suas consequências na saúde pública. Ele chamou a atenção para a importância de priorizar a atividade física como pilar central das políticas de saúde.

A audiência também contou com a participação de representantes de diversas organizações que promovem o esporte para pessoas em situação de vulnerabilidade, reforçando a ideia de que o esporte é, de fato, um caminho promissor para inclusão e melhoria da qualidade de vida no Brasil.

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