Na sequência, na quinta-feira, 8, e sexta-feira, 9, os parlamentares estarão em Washington para um evento organizado pela Digi Americas Alliance em colaboração com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O objetivo desse evento é o intercâmbio de estratégias e políticas públicas de cibersegurança, reunindo representantes de organizações do setor privado e do governo dos Estados Unidos.
O presidente da subcomissão, senador Esperidião Amin (PP-SC), destacou a importância dos eventos para atualizar os membros do grupo sobre as tendências globais em segurança da internet. Ele mencionou os prejuízos econômicos causados por ataques virtuais e manifestou a expectativa de que, com as informações obtidas, o Brasil possa considerar a criação de uma agência de defesa cibernética.
“A defesa cibernética representa hoje, no mundo, uma prioridade absoluta. Basta que lembremos os ataques ocorridos a instituições governamentais do nosso país para refletir sobre o seguinte: nós não somos desimportantes,” afirmou o senador Amin.
Além de Esperidião Amin, a comitiva brasileira será composta pelos senadores Sergio Moro (União-PR), Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), Chico Rodrigues (PSB-RR) e Jorge Seif (PL-SC). Segundo Seif, “juntamente com especialistas da área, estamos trabalhando para desenvolver uma legislação que proteja tanto o cidadão comum quanto as grandes empresas”.
A Subcomissão Permanente de Defesa Cibernética, proposta por Amin, é encarregada de acompanhar as políticas públicas sobre cibersegurança e está vinculada à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado. Em dezembro de 2023, o governo federal editou o Decreto 11.856, que lançou a Política Nacional de Cibersegurança e instituiu o Comitê Nacional de Cibersegurança, sob jurisdição do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.
Com a participação nesse evento internacional, espera-se que os senadores brasileiros retornem com esclarecimentos e insights necessários para fortalecer a política de cibersegurança no país, protegendo tanto as instituições governamentais quanto a infraestrutura privada de ataques cibernéticos que vêm se tornando cada vez mais frequentes e sofisticados.
